Voltar ao blog
Dicas
5 de dezembro de 2024Fortes Controladoria

Abertura de empresa: o que está em jogo antes da burocracia

Abertura de empresa: o que está em jogo antes da burocracia

Abrir em­pre­sa não co­me­ça no car­tó­rio. Co­me­ça numa de­ci­são so­bre di­nhei­ro, ris­co e o tan­to que você está dis­pos­to a se com­pro­me­ter com uma ideia. A par­te de pa­pel vem de­pois, e ho­nes­ta­men­te é a mais sim­ples de to­das.

Vou ten­tar dar aqui uma vi­são de cima, do todo, sem te afo­gar em de­ta­lhe téc­ni­co. Por­que há mui­ta gen­te que sabe pre­en­cher for­mu­lá­rio mas não pa­rou pra pen­sar no que cada es­co­lha sig­ni­fi­ca.

So­zi­nho, com só­cio ou como pes­soa ju­rí­di­ca en­xu­ta

A pri­mei­ra bi­fur­ca­ção é o for­ma­to. Tem quem cai­ba no MEI, que é a por­ta de en­tra­da mais leve pra quem tra­ba­lha por con­ta pró­pria. Tem quem pre­ci­se de algo mai­or, com mais só­ci­os ou fa­tu­ra­men­to aci­ma do li­mi­te do mi­cro­em­pre­en­de­dor. E tem as so­ci­e­da­des, em suas vá­ri­as for­mas.

Não exis­te for­ma­to "cer­to" uni­ver­sal. Exis­te o que com­bi­na com o seu ne­gó­cio. Um con­sul­tor que tra­ba­lha so­zi­nho tem uma re­a­li­da­de. Dois ami­gos abrin­do um res­tau­ran­te têm ou­tra com­ple­ta­men­te di­fe­ren­te, e aí en­tra um as­sun­to que mui­ta gen­te ig­no­ra no co­me­ço: o que acon­te­ce se a so­ci­e­da­de não der cer­to. Con­tra­to so­ci­al bem fei­to não é des­con­fi­an­ça, é cui­da­do.

A ati­vi­da­de de­fi­ne qua­se tudo

Pa­re­ce de­ta­lhe, mas a ati­vi­da­de que você de­cla­ra puxa uma ca­deia in­tei­ra de con­se­quên­ci­as. Ela vira có­di­go (o tal CNAE), e esse có­di­go in­flu­en­cia que im­pos­tos você paga, que obri­ga­ções pre­ci­sa cum­prir, se pre­ci­sa de li­cen­ça es­pe­ci­al, se pode ou não op­tar por de­ter­mi­na­do re­gi­me.

Por isso vale des­cre­ver bem o que você de fato faz. Não o que você acha bo­ni­to co­lo­car. O que você faz mes­mo, no dia a dia, in­clu­in­do as ati­vi­da­des se­cun­dá­ri­as. Er­rar aqui é o tipo de coi­sa que dá re­tra­ba­lho lá na fren­te.

O re­gi­me tri­bu­tá­rio é cál­cu­lo, não pal­pi­te

Sim­ples Na­ci­o­nal, Lu­cro Pre­su­mi­do, Lu­cro Real. Os no­mes as­sus­tam, mas o re­su­mo ho­nes­to é: cada um faz sen­ti­do pra um per­fil. Fa­tu­ra­men­to pro­je­ta­do, mar­gem, peso da fo­lha de pa­ga­men­to, tipo de cli­en­te, tudo isso en­tra na con­ta.

Aqui mora um dos pon­tos onde mais se per­de di­nhei­ro, pra cima ou pra bai­xo. Tem em­pre­sa que paga mais do que de­ve­ria por­que en­trou no re­gi­me er­ra­do por inér­cia. Não é algo que dá pra re­sol­ver "no chu­te", é algo que se si­mu­la com os nú­me­ros do seu caso.

O di­nhei­ro dos pri­mei­ros me­ses

Uma coi­sa que nin­guém gos­ta de ou­vir: os pri­mei­ros me­ses cos­tu­mam ser aper­ta­dos. Cus­to fixo apa­re­ce an­tes do fa­tu­ra­men­to es­ta­bi­li­zar. Se­pa­rar a con­ta da em­pre­sa da sua con­ta pes­so­al des­de o dia um evi­ta con­fu­são e pro­te­ge você na hora de en­ten­der se o ne­gó­cio dá lu­cro de ver­da­de.

Pla­ne­jar o ca­pi­tal de giro não é fri­e­za. É o que se­pa­ra quem fe­cha as por­tas em seis me­ses de quem atra­ves­sa o co­me­ço res­pi­ran­do.

Nada dis­so se re­sol­ve no chu­te: cada em­pre­sa tem um en­qua­dra­men­to, uma ati­vi­da­de e nú­me­ros pró­pri­os, e é isso que muda a res­pos­ta. Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Ne­nhum ro­tei­ro ser­ve pra todo mun­do, e é exa­ta­men­te por isso que vale uma con­ver­sa an­tes de for­ma­li­zar qual­quer coi­sa. A equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria, aqui em São José do Rio Pre­to, ana­li­sa o seu caso e aju­da a en­xer­gar o ca­mi­nho que faz sen­ti­do pro seu tipo de ne­gó­cio. Fale com a gen­te no (17) 3203-2536 ou pelo What­sApp.