Abrir MEI: o passo a passo que ninguém te conta com calma
Tem gente que adia abrir o MEI por meses achando que é um bicho de sete cabeças. Não é. Dá pra fazer numa tarde, sentado em casa, com o CPF em mãos e um pouco de paciência. O que trava a maioria não é a burocracia em si. É a insegurança de não saber se está fazendo certo.
Então vamos por partes.
A primeira coisa antes de abrir qualquer coisa é responder uma pergunta honesta: a sua atividade pode mesmo ser MEI? Nem toda profissão entra. Existe uma lista oficial de ocupações permitidas, e ela muda de tempos em tempos. Se a sua atividade não estiver lá, abrir o MEI não vai resolver, só vai te dar dor de cabeça depois. Vale checar isso antes de mais nada.
Resolvido isso, o cadastro é feito no Portal do Empreendedor, o site oficial do governo. Você vai precisar de uma conta gov.br, aquela mesma que serve pra um monte de serviço público. Se você ainda não tem, cria primeiro, porque sem ela não anda.
O que o sistema vai te pedir
No formulário, basicamente, você informa seus dados pessoais, o endereço onde a empresa vai funcionar (pode ser sua casa, dependendo da atividade e das regras do seu município) e escolhe as atividades que vai exercer. Aqui tem um detalhe que muita gente erra: você escolhe uma atividade principal e pode incluir secundárias. Pense bem nisso. Não adianta colocar só uma se na prática você faz três coisas diferentes.
Tem também o nome fantasia, se você quiser usar um, e a pergunta sobre onde vai atuar: em local fixo, na casa do cliente, pela internet, e por aí vai.
Quando você finaliza, sai na hora o CNPJ e o certificado, o famoso CCMEI. Pronto, a empresa existe. Parece rápido demais? É porque é mesmo.
Depois de abrir, o trabalho continua
Aqui é onde muita gente relaxa e se complica lá na frente. Abrir é o fácil. Manter em dia é o que exige atenção.
Todo mês tem uma guia de contribuição pra pagar. É um valor fixo mensal que cobre INSS e, dependendo da atividade, ISS ou ICMS. Não é imposto sobre faturamento, é um valor único, o que torna a vida bem mais simples. Mas precisa ser pago, e pago em dia.
E uma vez por ano tem uma declaração a entregar, informando quanto você faturou no ano anterior. Sem bicho de sete cabeças, mas é obrigatória.
Outra coisa que recomendo desde o começo: anote tudo que entra. Não precisa de contabilidade formal pra isso, mas ter um controle do seu faturamento mês a mês te salva na hora da declaração e te avisa se você está chegando perto do teto de faturamento permitido.
Cada situação tem um detalhe. A atividade que você exerce, a cidade onde mora, se você já teve empresa antes, tudo isso pode mudar o caminho. Se você está na dúvida sobre alguma parte, a equipe da Fortes Controladoria, aqui em São José do Rio Preto, pode olhar o seu caso e te orientar antes de você dar um passo errado. Estamos pelo telefone (17) 3203-2536 e também pelo WhatsApp.