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Dicas
13 de dezembro de 2024Fortes Controladoria

CNAE: a sigla que define o que sua empresa pode fazer

CNAE: a sigla que define o que sua empresa pode fazer

Tem uma si­gla que apa­re­ce em todo ca­das­tro de em­pre­sa e qua­se nin­guém para para olhar di­rei­to: CNAE. Ela pa­re­ce de­ta­lhe téc­ni­co, des­sas coi­sas que o con­ta­dor re­sol­ve e a gen­te es­que­ce. Só que esse có­di­go diz, na prá­ti­ca, qual é a ati­vi­da­de da sua em­pre­sa aos olhos do go­ver­no. E isso mexe com im­pos­to, com li­cen­ça, com tudo.

O que é, sem en­ro­la­ção

CNAE quer di­zer Clas­si­fi­ca­ção Na­ci­o­nal de Ati­vi­da­des Eco­nô­mi­cas. É um sis­te­ma de có­di­gos que or­ga­ni­za to­das as ati­vi­da­des eco­nô­mi­cas que exis­tem por aqui. Cada tipo de ne­gó­cio tem o seu. Uma pa­da­ria tem um có­di­go. Uma loja de rou­pa tem ou­tro. Um es­cri­tó­rio de de­sign, ou­tro. A ideia é pa­dro­ni­zar: quan­do uma em­pre­sa se ca­das­tra, ela apon­ta o CNAE que re­pre­sen­ta o que faz.

Pen­se nele como um en­de­re­ço da ati­vi­da­de. Ele co­lo­ca o seu ne­gó­cio numa "cai­xi­nha" ofi­ci­al, e é a par­tir des­sa cai­xi­nha que mui­ta coi­sa é de­fi­ni­da.

Por que isso im­por­ta de ver­da­de

Aqui está o pulo do gato. O CNAE não é só um ró­tu­lo. Ele in­flu­en­cia:

A tri­bu­ta­ção. Al­gu­mas ati­vi­da­des po­dem en­trar em cer­tos re­gi­mes, ou­tras não. O cál­cu­lo do im­pos­to pode va­ri­ar con­for­me a ati­vi­da­de de­cla­ra­da.

As li­cen­ças. De­pen­den­do do có­di­go, o mu­ni­cí­pio ou ou­tros ór­gãos po­dem exi­gir al­va­rá, vi­gi­lân­cia sa­ni­tá­ria, au­to­ri­za­ção es­pe­cí­fi­ca.

A for­ma como a em­pre­sa é vis­ta em fis­ca­li­za­ções e em con­tra­tos.

Es­co­lher um CNAE que não com­bi­na com o que a em­pre­sa re­al­men­te faz gera dor de ca­be­ça. Ou você paga im­pos­to er­ra­do, ou es­bar­ra numa exi­gên­cia que não es­pe­ra­va, ou tem pro­ble­ma na hora de emi­tir nota. Por isso a de­fi­ni­ção cer­ta no co­me­ço evi­ta con­fu­são de­pois.

Ati­vi­da­de prin­ci­pal e se­cun­dá­ri­as

Um pon­to que mui­ta gen­te não sabe: a em­pre­sa não pre­ci­sa ter um có­di­go só. Exis­te a ati­vi­da­de prin­ci­pal, que é o car­ro-che­fe, aqui­lo que mais re­pre­sen­ta o ne­gó­cio. E exis­tem as ati­vi­da­des se­cun­dá­ri­as, que são tudo o mais que a em­pre­sa tam­bém faz.

Um exem­plo sim­ples. Uma lan­cho­ne­te pode ter como prin­ci­pal o ser­vi­ço de ali­men­ta­ção no lo­cal. Mas se ela tam­bém ven­de do­ces em­ba­la­dos para le­var e faz en­tre­ga, es­sas ou­tras fren­tes po­dem en­trar como ati­vi­da­des se­cun­dá­ri­as. Cada uma com seu có­di­go.

Isso é útil por­que dá mar­gem para a em­pre­sa atu­ar em mais de uma fren­te sem fi­car ir­re­gu­lar. Mas tam­bém pre­ci­sa de cui­da­do: in­clu­ir ati­vi­da­de que você não exer­ce só "por ga­ran­tia" pode tra­zer obri­ga­ções ex­tras à toa.

Os ti­pos mais co­muns

Sem ci­tar nú­me­ros, dá para di­zer que os CNAE que mais apa­re­cem gi­ram em tor­no de co­mér­cio va­re­jis­ta, pres­ta­ção de ser­vi­ços, ati­vi­da­des de ali­men­ta­ção, cons­tru­ção, trans­por­te e os fa­mo­sos ser­vi­ços pro­fis­si­o­nais. São os ra­mos que mais mo­vi­men­tam pe­que­nos ne­gó­ci­os. Cada fa­mí­lia des­sas tem de­ze­nas de va­ri­a­ções es­pe­cí­fi­cas.

A es­co­lha cer­ta de­pen­de do que você faz no dia a dia, não do que pa­re­ce mais bo­ni­to no pa­pel. E como cada ati­vi­da­de car­re­ga efei­tos pró­pri­os de tri­bu­ta­ção e li­cen­ci­a­men­to, vale ana­li­sar caso a caso.

Se você está abrin­do em­pre­sa ou des­con­fia que o có­di­go atu­al não bate com a re­a­li­da­de do ne­gó­cio, a equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria, em São José do Rio Pre­to, pode olhar isso jun­to com você e ver o que se en­cai­xa. Nada dis­so se re­sol­ve no chu­te: cada em­pre­sa tem um en­qua­dra­men­to, uma ati­vi­da­de e nú­me­ros pró­pri­os, e é isso que muda a res­pos­ta. Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Es­ta­mos no (17) 3203-2536 e no What­sApp.