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30 de março de 2025Fortes Controladoria

MEI e Imposto de Renda: as duas declarações que confundem todo mundo

MEI e Imposto de Renda: as duas declarações que confundem todo mundo

Tem uma con­fu­são que se re­pe­te todo ano e gera um nó na ca­be­ça de quem é MEI. As pes­so­as mis­tu­ram duas coi­sas com­ple­ta­men­te di­fe­ren­tes que, por azar, têm no­mes pa­re­ci­dos e pra­zos pró­xi­mos. Va­mos se­pa­rar isso de uma vez.

Exis­tem duas de­cla­ra­ções na vida de quem é MEI, e elas não são a mes­ma coi­sa.

A pri­mei­ra é a de­cla­ra­ção da em­pre­sa, a de­cla­ra­ção anu­al do MEI, que in­for­ma quan­to o seu CNPJ fa­tu­rou no ano. Todo MEI en­tre­ga essa, sem­pre.

A se­gun­da é a sua de­cla­ra­ção de Im­pos­to de Ren­da como pes­soa fí­si­ca. Essa nem todo MEI pre­ci­sa en­tre­gar. De­pen­de da sua si­tu­a­ção pes­so­al, não da em­pre­sa.

Con­fun­dir as duas é a raiz de qua­se toda dú­vi­da so­bre o tema. En­tão o foco aqui é a se­gun­da, o seu Im­pos­to de Ren­da pes­soa fí­si­ca.

Você é obri­ga­do a de­cla­rar?

Ser MEI, por si só, não obri­ga você a de­cla­rar Im­pos­to de Ren­da. O que de­ci­de isso são os cri­té­ri­os ge­rais que va­lem pra qual­quer pes­soa fí­si­ca: o to­tal de ren­di­men­tos que você teve no ano, se você tem bens aci­ma de cer­to va­lor, se teve ou­tros ti­pos de ren­da, e por aí vai.

Ou seja, um MEI que fa­tu­rou pou­co e não se en­cai­xa em ne­nhum cri­té­rio pode não pre­ci­sar de­cla­rar. Ou­tro, que além do MEI tem alu­guéis, apli­ca­ções ou um pa­tri­mô­nio mai­or, pro­va­vel­men­te pre­ci­sa. É a sua vida fi­nan­cei­ra como pes­soa que man­da, não o fato de ter um CNPJ.

Como o lu­cro do MEI en­tra na sua de­cla­ra­ção

Aqui está a par­te que dá medo, mas é mais ló­gi­ca do que pa­re­ce. O di­nhei­ro que sai do MEI pra você se di­vi­de em duas par­tes na hora de de­cla­rar.

Uma par­te do que você re­ti­ra do ne­gó­cio cos­tu­ma ser isen­ta de im­pos­to, é o lu­cro da ati­vi­da­de den­tro de cer­tos pa­râ­me­tros. A ou­tra par­te, se hou­ver, en­tra como ren­di­men­to tri­bu­tá­vel. A di­vi­são en­tre o que é isen­to e o que é tri­bu­tá­vel de­pen­de de como você apu­ra o re­sul­ta­do da em­pre­sa e se você man­tém ou não uma es­cri­tu­ra­ção que com­pro­ve o lu­cro.

Esse é exa­ta­men­te o pon­to onde man­ter um con­tro­le or­ga­ni­za­do do ne­gó­cio du­ran­te o ano faz toda a di­fe­ren­ça. Quem ano­tou fa­tu­ra­men­to e des­pe­sas tem como de­mons­trar o lu­cro e apro­vei­tar a par­ce­la isen­ta de for­ma cor­re­ta. Quem não ano­tou nada fica no es­cu­ro e aca­ba pa­gan­do mais im­pos­to do que pre­ci­sa­va ou cor­ren­do ris­co de de­cla­rar er­ra­do.

O se­gre­do é não dei­xar pra úl­ti­ma hora

A pior ver­são des­sa his­tó­ria é a pes­soa que che­ga em cima do pra­zo, sem ne­nhum re­gis­tro do ano, ten­tan­do re­cons­tru­ir tudo de me­mó­ria. Aí sur­gem os er­ros, e erro de Im­pos­to de Ren­da pode le­var à ma­lha fina.

O ca­mi­nho tran­qui­lo é o opos­to. Du­ran­te o ano, ano­te o que a em­pre­sa fa­tu­ra e o que você re­ti­ra. Guar­de os com­pro­van­tes. Quan­do che­gar a épo­ca da de­cla­ra­ção, você terá os nú­me­ros na mão e o pro­ces­so flui.

Cada si­tu­a­ção é par­ti­cu­lar. Tem MEI que se­quer pre­ci­sa de­cla­rar e tem MEI com uma vida fi­nan­cei­ra que exi­ge cui­da­do re­do­bra­do. Sa­ber em qual gru­po você está já evi­ta me­ta­de da dor de ca­be­ça.

Se você não tem cer­te­za se pre­ci­sa de­cla­rar, ou se quer con­fe­rir a sua si­tu­a­ção an­tes de en­vi­ar, a equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria pode ana­li­sar a sua si­tu­a­ção e te ori­en­tar. Esse tipo de de­ci­são não se toma por com­pa­ra­ção com o caso do co­nhe­ci­do. Pro­cu­re um pro­fis­si­o­nal que ana­li­se a sua si­tu­a­ção es­pe­cí­fi­ca — é o que evi­ta acer­tar por sor­te e er­rar por con­ta. Fi­ca­mos em São José do Rio Pre­to, no te­le­fo­ne (17) 3203-2536 e no What­sApp.