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Construcao Civil
29 de novembro de 2024Fortes Controladoria

Contabilidade para construção civil em São José do Rio Preto

Contabilidade para construção civil em São José do Rio Preto

A con­ta­bi­li­da­de da cons­tru­ção ci­vil não é a con­ta­bi­li­da­de co­mum com ou­tro nome. O se­tor tem re­gi­me pró­prio na in­cor­po­ra­ção, obri­ga­ções que nas­cem no can­tei­ro e não no es­cri­tó­rio, e re­ten­ções que in­ci­dem so­bre a nota fis­cal do ser­vi­ço. Quem tra­ta a obra como uma pres­ta­ção de ser­vi­ço qual­quer des­co­bre a di­fe­ren­ça quan­do che­ga a co­bran­ça.

A cons­tru­ção ci­vil tem re­gras pró­pri­as

A re­gra que a obra en­con­tra pri­mei­ro está na nota fis­cal do ser­vi­ço: a re­ten­ção pre­vi­den­ci­á­ria acom­pa­nha o ser­vi­ço de cons­tru­ção, e na prá­ti­ca ela apa­re­ce. Mes­mo quan­do a lei não a tor­na obri­ga­tó­ria, o dono da obra cos­tu­ma re­ter os 11%, por­que é as­sim que ele se pro­te­ge da res­pon­sa­bi­li­da­de pela con­tri­bu­i­ção da obra. Para o cai­xa da cons­tru­to­ra o efei­to é o mes­mo — o di­nhei­ro não en­tra na data do fa­tu­ra­men­to, e só vol­ta de­pois, aba­ti­do das con­tri­bu­i­ções pre­vi­den­ci­á­ri­as que a em­pre­sa tem a re­co­lher. O que muda de con­tra­to para con­tra­to é a base so­bre a qual a re­ten­ção in­ci­de e quem res­pon­de pelo quê, e isso se de­fi­ne no con­tra­to, an­tes da pri­mei­ra nota. Duas con­se­quên­ci­as cos­tu­mam pe­gar: a con­tra­tan­te que dei­xa de re­ter quan­do de­ve­ria res­pon­de pelo va­lor, e a pres­ta­do­ra cuja nota não traz a re­ten­ção des­ta­ca­da do jei­to cer­to tro­pe­ça de­pois para re­cu­pe­rar esse di­nhei­ro. Em­pre­sa que ain­da es­te­ja na de­so­ne­ra­ção da fo­lha tem per­cen­tu­al pró­prio de re­ten­ção, e esse é mais um pon­to a con­fe­rir caso a caso.

Re­gi­mes tri­bu­tá­ri­os, ca­das­tro de obra e es­tru­tu­ras so­ci­e­tá­ri­as

Há um re­gi­me de tri­bu­ta­ção que não exis­te em ou­tros se­to­res: o RET (Re­gi­me Es­pe­ci­al de Tri­bu­ta­ção), apli­cá­vel às in­cor­po­ra­ções sub­me­ti­das ao pa­tri­mô­nio de afe­ta­ção, que re­ú­ne num pa­ga­men­to úni­co os tri­bu­tos fe­de­rais que in­ci­dem so­bre a re­cei­ta da in­cor­po­ra­ção. A SCP (So­ci­e­da­de em Con­ta de Par­ti­ci­pa­ção) apa­re­ce com fre­quên­cia em em­pre­en­di­men­tos imo­bi­li­á­ri­os, mas não é re­gi­me tri­bu­tá­rio nem ex­clu­si­vi­da­de do se­tor: é tipo so­ci­e­tá­rio pre­vis­to no Có­di­go Ci­vil, usa­do em qual­quer ati­vi­da­de. Con­fun­dir as duas coi­sas é co­mum e sai caro — a SCP não re­duz im­pos­to por si só, e o RET não de­pen­de dela para exis­tir.

RET (pa­tri­mô­nio de afe­ta­ção): pa­ga­men­to men­sal uni­fi­ca­do so­bre a re­cei­ta re­ce­bi­da da in­cor­po­ra­ção, na casa dos 4% — e bem me­nos nas in­cor­po­ra­ções de imó­veis re­si­den­ci­ais de in­te­res­se so­ci­al, nos li­mi­tes da lei. O pon­to que mais es­tra­ga or­ça­men­to é mon­tar a vi­a­bi­li­da­de so­man­do CBS e IBS por cima des­se per­cen­tu­al, como se fos­sem tri­bu­tos no­vos em­pi­lha­dos: não é as­sim que o re­gi­me foi de­se­nha­do para quem está den­tro dele. A LC 214/2025, ajus­ta­da pela LC 227/2026, re­dis­tri­bu­iu o que já está den­tro do pa­ga­men­to úni­co con­for­me PIS e CO­FINS saem de cena, man­ten­do a car­ga do re­gi­me no mes­mo pa­ta­mar. Quem le­var isso er­ra­do para a pla­ni­lha erra o pre­ço da uni­da­de e só des­co­bre no meio da obra. Há ain­da uma data-li­mi­te: a op­ção pelo RET nos mol­des de hoje não fica aber­ta para sem­pre, e a in­cor­po­ra­ção que en­trar de­pois dela se­gue o re­gi­me re­gu­lar do se­tor imo­bi­li­á­rio, com re­du­to­res e cré­di­tos pró­pri­os — por isso o cro­no­gra­ma do em­pre­en­di­men­to en­tra na con­ta. Se e quan­do sub­me­ter cada em­pre­en­di­men­to ao pa­tri­mô­nio de afe­ta­ção, e se o RET com­pen­sa mais que o re­gi­me re­gu­lar, de­pen­de da mar­gem, do cus­to de cons­tru­ção e do pre­ço de ven­da: é con­ta de cada obra, não de ta­be­la.

SCP (So­ci­e­da­de em Con­ta de Par­ti­ci­pa­ção): es­tru­tu­ra em que o só­cio os­ten­si­vo ope­ra em nome pró­prio e o só­cio par­ti­ci­pan­te en­tra com ca­pi­tal e par­ti­ci­pa do re­sul­ta­do sem apa­re­cer pe­ran­te ter­cei­ros na ope­ra­ção. O que sur­pre­en­de quem mon­ta uma SCP achan­do que ela é in­vi­sí­vel: pe­ran­te a Re­cei­ta Fe­de­ral ela não é. A SCP tem ins­cri­ção pró­pria e é in­for­ma­da pelo só­cio os­ten­si­vo nas obri­ga­ções dele, e o re­sul­ta­do que vai para o par­ti­ci­pan­te tem tra­ta­men­to pró­prio. Não é ins­tru­men­to de ocul­ta­ção — e mon­tá-la sem de­se­nhar an­tes o que cada só­cio re­ce­be e como isso é de­cla­ra­do cos­tu­ma cus­tar mais do que a es­tru­tu­ra eco­no­mi­za.

De­so­ne­ra­ção da fo­lha (CPRB): em ex­tin­ção. A Lei 14.973/2024 ini­ci­ou a re­o­ne­ra­ção gra­du­al — a cada ano a par­ce­la co­bra­da so­bre a re­cei­ta en­co­lhe e a co­bran­ça so­bre a fo­lha vol­ta a su­bir, até a con­tri­bu­i­ção pa­tro­nal cheia. Quem or­çou obra plu­ri­a­nu­al com o per­cen­tu­al de hoje pre­ci­sa re­fa­zer a con­ta para os anos se­guin­tes do con­tra­to, por­que o cus­to de mão de obra do úl­ti­mo ano da obra não é o do pri­mei­ro. E, na cons­tru­ção ci­vil, o que cos­tu­ma de­ci­dir a op­ção não é a con­ta en­tre fo­lha e re­cei­ta: quem opta as­su­me com­pro­mis­so de man­ter um qua­dro mé­dio de em­pre­ga­dos em pa­ta­mar mí­ni­mo li­ga­do ao do ano an­te­ri­or. Fu­ra­do esse piso, a em­pre­sa per­de o re­gi­me já no ano se­guin­te e vol­ta à con­tri­bu­i­ção so­bre a fo­lha. Como a equi­pe é dis­pen­sa­da ao en­cer­rar cada obra, essa mé­dia cai so­zi­nha sem nin­guém per­ce­ber — e é ela, não a alí­quo­ta, que pre­ci­sa ser acom­pa­nha­da mês a mês, an­tes e de­pois de op­tar.

CNO (Ca­das­tro Na­ci­o­nal de Obras): a obra tem de ser ins­cri­ta logo no co­me­ço, com to­dos os res­pon­sá­veis in­for­ma­dos — e o pra­zo con­ta do iní­cio da obra, não da pri­mei­ra nota, que é onde qua­se todo mun­do se atra­sa. Quem faz a ins­cri­ção va­ria con­for­me quem é o dono da obra, quem con­tra­tou e como o con­tra­to foi de­se­nha­do; de­fi­nir isso an­tes evi­ta obra ins­cri­ta no CNPJ er­ra­do, erro que só apa­re­ce quan­do já não dá para des­fa­zer ba­ra­to. É por essa ins­cri­ção que a obra é afe­ri­da pe­ran­te a Re­cei­ta Fe­de­ral e que se che­ga à re­gu­la­ri­da­de ao fi­nal: obra to­ca­da sem CNO acu­mu­la mul­ta e tra­va a bai­xa quan­do o em­pre­en­di­men­to ter­mi­na — e obra que não bai­xa é es­cri­tu­ra que não sai, fi­nan­ci­a­men­to que não li­be­ra e uni­da­de que não en­tre­ga.

A im­por­tân­cia de um con­ta­dor es­pe­ci­a­li­za­do

Pró­pri­os da cons­tru­ção ci­vil são o RET, o CNO e a afe­ri­ção de obra — o cál­cu­lo em que a con­tri­bu­i­ção pre­vi­den­ci­á­ria da obra é apu­ra­da pela me­tra­gem e pelo pa­drão da cons­tru­ção quan­do a mão de obra em­pre­ga­da não apa­re­ce com­pro­va­da na es­cri­tu­ra­ção. É a con­ta que che­ga no fim, quan­do nin­guém mais pode vol­tar atrás: es­cri­tu­ra­ção fra­ca du­ran­te a obra vira con­tri­bu­i­ção ar­bi­tra­da na hora de re­gu­la­ri­zar o imó­vel. Já a re­ten­ção pre­vi­den­ci­á­ria não é ex­clu­si­vi­da­de do se­tor — al­can­ça qual­quer ces­são de mão de obra, in­clu­si­ve lim­pe­za, con­ser­va­ção e vi­gi­lân­cia. E, no Sim­ples Na­ci­o­nal, o que pesa na cons­tru­ção é que boa par­te da obra e dos ser­vi­ços de en­ge­nha­ria cai no ane­xo em que a con­tri­bu­i­ção pre­vi­den­ci­á­ria pa­tro­nal fica fora do DAS e é re­co­lhi­da à par­te: quem mon­ta o flu­xo de cai­xa con­tan­do só com o DAS des­co­bre tar­de que fal­ta di­nhei­ro para a fo­lha. Em qual ane­xo cada ati­vi­da­de se en­qua­dra de­pen­de do que a em­pre­sa efe­ti­va­men­te faz e de como isso está des­cri­to, e é exa­ta­men­te o que pre­ci­sa ser olha­do an­tes. Quan­to cada pon­to pesa va­ria con­for­me o por­te, o re­gi­me e o tipo de ope­ra­ção de cada em­pre­sa, e só apa­re­ce numa aná­li­se com os nú­me­ros re­ais. Não é pos­sí­vel es­ti­mar eco­no­mia sem exa­mi­nar o caso con­cre­to.

Na es­cri­tu­ra­ção, o eixo é o cus­to por obra: cada obra car­re­ga os pró­pri­os cus­tos de ma­te­ri­al, mão de obra e ser­vi­ços con­tra­ta­dos, e é essa se­gre­ga­ção que sus­ten­ta a afe­ri­ção, o re­sul­ta­do de cada em­pre­en­di­men­to e, na in­cor­po­ra­ção sub­me­ti­da ao RET, a se­pa­ra­ção de re­cei­tas e cus­tos por in­cor­po­ra­ção que a Lei 10.931/2004 exi­ge. Vale a dis­tin­ção que cos­tu­ma pas­sar ba­ti­da: as uni­da­des ain­da não ven­di­das, em cons­tru­ção ou con­clu­í­das, per­ma­ne­cem em es­to­que, e a re­cei­ta da uni­da­de ven­di­da é apro­pri­a­da con­for­me o avan­ço da obra, en­quan­to o RET é cal­cu­la­do so­bre a re­cei­ta efe­ti­va­men­te re­ce­bi­da no mês — com­pe­tên­cia na con­ta­bi­li­da­de, cai­xa no im­pos­to. Em São José do Rio Pre­to, a For­tes Con­tro­la­do­ria aten­de em­pre­sas de cons­tru­ção ci­vil e acom­pa­nha de per­to as re­gras pró­pri­as do se­tor.

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Como po­de­mos aju­dar

A For­tes Con­tro­la­do­ria é es­pe­ci­a­li­za­da em con­ta­bi­li­da­de para cons­tru­ção ci­vil em São José do Rio Pre­to. Acom­pa­nha cons­tru­to­ras, in­cor­po­ra­do­ras e em­prei­tei­ras nas re­gras pró­pri­as do se­tor. O que se apli­ca a cada em­pre­sa de­pen­de do en­qua­dra­men­to, da ati­vi­da­de e dos nú­me­ros dela.

Nada dis­so se re­sol­ve no chu­te: cada em­pre­sa tem um en­qua­dra­men­to, uma ati­vi­da­de e nú­me­ros pró­pri­os, e é isso que muda a res­pos­ta. Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Se você quer en­ten­der como isso se apli­ca ao seu caso es­pe­cí­fi­co, en­tre em con­ta­to pelo (17) 3203-2536 ou pelo nos­so What­sApp. A pri­mei­ra con­ver­sa é sem com­pro­mis­so.