Voltar ao blog
Construcao Civil
29 de novembro de 2024Fortes Controladoria

Contador para empreiteiros em São José do Rio Preto

Contador para empreiteiros em São José do Rio Preto

Em­prei­tei­ra tem três fren­tes que não exis­tem em ou­tros se­to­res de ser­vi­ço: a ma­trí­cu­la da obra no CNO, a re­ten­ção pre­vi­den­ci­á­ria so­bre a nota e a for­ma como o con­tra­to de em­prei­ta­da é es­cri­to. As três me­xem no cai­xa todo mês, e a re­ten­ção é a que mexe mais for­te. Ela acom­pa­nha o ser­vi­ço de cons­tru­ção e, na prá­ti­ca, apa­re­ce: mes­mo quan­do a lei não a tor­na obri­ga­tó­ria, o dono da obra cos­tu­ma re­ter, por­que é as­sim que ele se pro­te­ge da res­pon­sa­bi­li­da­de pela con­tri­bu­i­ção pre­vi­den­ci­á­ria da obra. Para a cons­tru­to­ra, o efei­to no cai­xa é o mes­mo nos dois ce­ná­ri­os — par­te do va­lor fa­tu­ra­do não en­tra na data da nota. O que muda de con­tra­to para con­tra­to é a base so­bre a qual essa re­ten­ção in­ci­de, e isso se de­fi­ne no con­tra­to, an­tes da pri­mei­ra nota sair.

A cons­tru­ção ci­vil tem re­gras pró­pri­as

O se­tor de cons­tru­ção ci­vil é um dos mais re­gu­la­men­ta­dos do Bra­sil, com par­ti­cu­la­ri­da­des tri­bu­tá­ri­as, tra­ba­lhis­tas e fis­cais que exi­gem co­nhe­ci­men­to es­pe­ci­a­li­za­do. Em São José do Rio Pre­to, onde o mer­ca­do imo­bi­li­á­rio é um dos mais di­nâ­mi­cos do in­te­ri­or pau­lis­ta, es­sas par­ti­cu­la­ri­da­des ga­nham ain­da mais re­le­vân­cia.

Tri­bu­ta­ção es­pe­cí­fi­ca do se­tor

A cons­tru­ção ci­vil con­vi­ve com re­gi­mes que não exis­tem em ou­tros se­to­res, mas nem to­dos al­can­çam o em­prei­tei­ro. O RET (Re­gi­me Es­pe­ci­al de Tri­bu­ta­ção) nas­ce da in­cor­po­ra­ção imo­bi­li­á­ria com pa­tri­mô­nio de afe­ta­ção, na li­nha da Lei nº 10.931/2004: é um re­gi­me pen­sa­do para quem in­cor­po­ra e ven­de uni­da­des, e não para a ro­ti­na de quem ape­nas exe­cu­ta obra con­tra­ta­da por ter­cei­ro. An­tes de con­tar com ele no pre­ço, o que pre­ci­sa ser olha­do é o pa­pel real da em­pre­sa na­que­le em­pre­en­di­men­to — quem con­tra­ta quem, e quem ven­de para o com­pra­dor fi­nal. A SCP (So­ci­e­da­de em Con­ta de Par­ti­ci­pa­ção) é usa­da para es­tru­tu­rar em­pre­en­di­men­tos imo­bi­li­á­ri­os, e o de­se­nho dela muda a tri­bu­ta­ção de cada só­cio; é de­ci­são que se toma com o con­tra­to na mesa, an­tes da obra an­dar. Para o em­prei­tei­ro, po­rém, o que cos­tu­ma pe­sar é ou­tra lis­ta: como o con­tra­to de em­prei­ta­da foi es­cri­to, a re­ten­ção pre­vi­den­ci­á­ria na nota, o CNO da obra e a es­co­lha en­tre Sim­ples Na­ci­o­nal, Lu­cro Pre­su­mi­do e Lu­cro Real.

RET: alí­quo­ta de 4% so­bre re­cei­ta bru­ta de in­cor­po­ra­ções com pa­tri­mô­nio de afe­ta­ção

SCP: o só­cio os­ten­si­vo é quem apa­re­ce pe­ran­te ter­cei­ros e o só­cio par­ti­ci­pan­te en­tra no re­sul­ta­do — é es­tru­tu­ra sem per­so­na­li­da­de ju­rí­di­ca pró­pria, mas que a Re­cei­ta tra­ta como pes­soa ju­rí­di­ca para efei­to de tri­bu­ta­ção, com obri­ga­ções aces­só­ri­as pró­pri­as. Quem mon­ta uma SCP sem en­xer­gar isso des­co­bre a obri­ga­ção de­pois, já em atra­so

De­so­ne­ra­ção da fo­lha: em re­o­ne­ra­ção gra­du­al pela Lei nº 14.973/2024 — a tro­ca da con­tri­bu­i­ção so­bre a fo­lha pela CPRB dei­xou de ser in­te­gral e vai se des­fa­zen­do até o re­gi­me aca­bar. Para a cons­tru­to­ra, que é in­ten­si­va em mão de obra, isso sig­ni­fi­ca que a con­ta muda de um ano para o ou­tro: a com­pa­ra­ção en­tre fo­lha e re­cei­ta pre­ci­sa ser re­fei­ta a cada exer­cí­cio, por­que a op­ção que com­pen­sa­va no ano pas­sa­do pode não com­pen­sar nes­te

CNO (Ca­das­tro Na­ci­o­nal de Obras): obri­ga­tó­rio para re­gu­la­ri­za­ção de obras jun­to à Re­cei­ta Fe­de­ral

A im­por­tân­cia de um con­ta­dor es­pe­ci­a­li­za­do

Um con­ta­dor ge­ne­ra­lis­ta cui­da das obri­ga­ções bá­si­cas de uma cons­tru­to­ra. Quan­do quem acom­pa­nha a em­pre­sa co­nhe­ce o se­tor de per­to, a aná­li­se che­ga a pon­tos que cos­tu­mam pas­sar ba­ti­do: en­qua­dra­men­to, re­gi­me tri­bu­tá­rio, for­ma de con­tra­ta­ção da obra, tra­ta­men­to da mão de obra. O peso dis­so no re­sul­ta­do de­pen­de do en­qua­dra­men­to, do por­te e dos nú­me­ros de cada em­pre­sa — não exis­te per­cen­tu­al nem va­lor que sir­va para to­das, e só a aná­li­se do caso con­cre­to mos­tra o que se apli­ca ao seu.

Em São José do Rio Pre­to, a For­tes Con­tro­la­do­ria aten­de em­pre­sas de cons­tru­ção ci­vil e acom­pa­nha de per­to as re­gras pró­pri­as do se­tor.

---

Fale com a gen­te

A For­tes Con­tro­la­do­ria acom­pa­nha cons­tru­to­ras, in­cor­po­ra­do­ras e em­prei­tei­ras nas re­gras pró­pri­as do se­tor: clas­si­fi­ca­ção de con­tra­to, re­ten­ção na nota, CNO da obra e re­gi­me tri­bu­tá­rio. O que se apli­ca a cada em­pre­sa de­pen­de do en­qua­dra­men­to, da ati­vi­da­de e dos nú­me­ros dela.

Nada dis­so se re­sol­ve no chu­te: cada em­pre­sa tem um en­qua­dra­men­to, uma ati­vi­da­de e nú­me­ros pró­pri­os, e é isso que muda a res­pos­ta. Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Se você quer en­ten­der como isso se apli­ca ao seu caso es­pe­cí­fi­co, en­tre em con­ta­to pelo (17) 3203-2536 ou pelo nos­so What­sApp. A pri­mei­ra con­ver­sa é sem com­pro­mis­so.