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Construcao Civil
20 de março de 2026Fortes Controladoria

O custo de mão de obra na construção é maior do que o salário que você paga

O custo de mão de obra na construção é maior do que o salário que você paga

Per­gun­te para um cons­tru­tor quan­to cus­ta o pe­drei­ro dele e ele vai di­zer o va­lor do dia ou do mês. Mas esse nú­me­ro é só a pon­ta. O cus­to real de man­ter al­guém na obra com car­tei­ra as­si­na­da é bem mai­or do que apa­re­ce no con­tra­che­que, e quem não en­xer­ga isso fe­cha con­tra­to no pre­ju­í­zo sem per­ce­ber.

Va­mos abrir essa cai­xa.

O sa­lá­rio é a par­te vi­sí­vel

O que o tra­ba­lha­dor re­ce­be é o co­me­ço da con­ta. Em cima do sa­lá­rio vêm os en­car­gos: con­tri­bu­i­ção pre­vi­den­ci­á­ria pa­tro­nal, FGTS, e as pro­vi­sões de coi­sas que você não paga todo mês mas vai pa­gar uma hora. Dé­ci­mo ter­cei­ro. Fé­ri­as com o adi­ci­o­nal. Es­ses va­lo­res não so­mem só por­que caem uma vez por ano. Eles pre­ci­sam ser pro­vi­si­o­na­dos, ou seja, se­pa­ra­dos mês a mês, se­não che­ga de­zem­bro e o cai­xa que­bra.

Quem tra­ta fé­ri­as e dé­ci­mo como "sur­pre­sa" anu­al está se en­ga­nan­do. Não é sur­pre­sa. É cus­to pre­vi­sí­vel que de­via es­tar no pre­ço de cada obra.

A cons­tru­ção tem en­car­gos com cara pró­pria

Na cons­tru­ção ci­vil en­tra ain­da a ques­tão da se­gu­ran­ça, dos EPIs, dos exa­mes, das nor­mas es­pe­cí­fi­cas do se­tor. Tem tam­bém o adi­ci­o­nal de quem tra­ba­lha em con­di­ções es­pe­ci­ais, de­pen­den­do da fun­ção. E tem o peso dos sin­di­ca­tos, que de­fi­nem pi­sos e be­ne­fí­ci­os em con­ven­ção, coi­sa que muda por ca­te­go­ria e por re­gi­ão.

Tudo isso é cus­to de mão de obra tam­bém. Não dá para olhar só o sa­lá­rio e achar que sabe o que o fun­ci­o­ná­rio cus­ta.

Por que isso con­ver­sa com o im­pos­to

Aqui en­tra um pon­to que mui­ta gen­te de cons­tru­ção ig­no­ra. Em cer­tos re­gi­mes, como o Ane­xo IV do Sim­ples, o INSS pa­tro­nal não está em­bu­ti­do no bo­le­to úni­co. Ele vem em guia se­pa­ra­da so­bre a fo­lha. Ou seja, quan­to mai­or a fo­lha, mai­or esse cus­to por fora.

Isso faz com que o de­se­nho da mão de obra, mais gen­te re­gis­tra­da ou mais ser­vi­ço ter­cei­ri­za­do, mexa di­re­ta­men­te no tri­bu­to. Não é só uma de­ci­são de RH. É de­ci­são de cus­to e de im­pos­to ao mes­mo tem­po.

Ter­cei­ri­zar muda a con­ta, mas não some com ela

Mui­to cons­tru­tor ter­cei­ri­za par­te da obra para em­prei­tar. Faz sen­ti­do em vá­ri­os ca­sos. Mas aten­ção: ser­vi­ço de ter­cei­ro vem com nota, e nota de cons­tru­ção cos­tu­ma vir com re­ten­ção pre­vi­den­ci­á­ria. O cus­to não de­sa­pa­re­ce, ele tro­ca de for­ma. E ain­da pre­ci­sa ser amar­ra­do ao CNO da obra para fe­char cer­to lá no fim.

O que ti­rar dis­so

O cus­to de mão de obra na cons­tru­ção é uma soma de sa­lá­rio, en­car­gos, pro­vi­sões, exi­gên­ci­as do se­tor e o efei­to dis­so no im­pos­to. Olhar só o sa­lá­rio é o ca­mi­nho mais cur­to para pre­ci­fi­car er­ra­do.

Quan­to isso pesa no seu caso de­pen­de do por­te, do re­gi­me e do tipo de obra. A equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria, em São José do Rio Pre­to, pode aju­dar a mon­tar essa con­ta real e en­xer­gar o cus­to de ver­da­de. Esse tipo de de­ci­são não se toma por com­pa­ra­ção com o caso do co­nhe­ci­do. Pro­cu­re um pro­fis­si­o­nal que ana­li­se a sua si­tu­a­ção es­pe­cí­fi­ca — é o que evi­ta acer­tar por sor­te e er­rar por con­ta. Fala com a gen­te no (17) 3203-2536 ou no What­sApp.