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Gestao
2 de dezembro de 2024Fortes Controladoria

Décimo terceiro: o salário que chega no fim do ano e ainda confunde muita gente

Décimo terceiro: o salário que chega no fim do ano e ainda confunde muita gente

Tem uma coi­sa cu­ri­o­sa com o dé­ci­mo ter­cei­ro. Qua­se todo mun­do es­pe­ra por ele, mas pou­ca gen­te sabe di­rei­to de onde vem o va­lor que cai na con­ta. E olha que não é se­gre­do ne­nhum. É só con­ta.

O dé­ci­mo ter­cei­ro é, ba­si­ca­men­te, um sa­lá­rio ex­tra que o tra­ba­lha­dor com car­tei­ra as­si­na­da re­ce­be por ano. Veio de uma lei an­ti­ga, dos anos 60, e até hoje cum­pre o mes­mo pa­pel: dar um res­pi­ro no or­ça­men­to na épo­ca em que tudo aper­ta. Con­ta de luz, pre­sen­te, vi­a­gem, ma­trí­cu­la de es­co­la. O di­nhei­ro en­tra e some rá­pi­do, va­mos com­bi­nar.

Como o va­lor é cal­cu­la­do

A ló­gi­ca é pro­por­ci­o­nal aos me­ses tra­ba­lha­dos no ano. Quem tra­ba­lhou o ano in­tei­ro re­ce­be o equi­va­len­te a um sa­lá­rio cheio. Quem en­trou no meio do ano re­ce­be a par­te re­fe­ren­te aos me­ses que de fato tra­ba­lhou. Exis­te uma re­gra prá­ti­ca: se a pes­soa tra­ba­lhou quin­ze dias ou mais den­tro de um mês, aque­le mês con­ta in­tei­ro. Me­nos que isso, não en­tra.

E não é só o sa­lá­rio base que en­tra na con­ta. Ho­ras ex­tras ha­bi­tu­ais, adi­ci­o­nais, co­mis­sões... boa par­te do que com­põe a re­mu­ne­ra­ção cos­tu­ma re­fle­tir no cál­cu­lo. Por isso o va­lor de uma pes­soa pode ser bem di­fe­ren­te do va­lor de ou­tra, mes­mo as duas ten­do o mes­mo sa­lá­rio fixo.

Quan­do cai na con­ta

O pa­ga­men­to é di­vi­di­do em duas par­tes. A pri­mei­ra sai até o fim de no­vem­bro, a se­gun­da até vin­te de de­zem­bro. Na pri­mei­ra par­ce­la vai me­ta­de do va­lor, sem des­con­tos. Na se­gun­da é que en­tram os des­con­tos de INSS e, de­pen­den­do da fai­xa, im­pos­to de ren­da. Isso pega mui­ta gen­te de sur­pre­sa, por­que a se­gun­da par­ce­la qua­se sem­pre vem me­nor que a pri­mei­ra.

Dá pra an­te­ci­par a pri­mei­ra par­ce­la jun­to com as fé­ri­as, se o tra­ba­lha­dor pe­dir. Nem toda em­pre­sa ado­ta, mas é uma pos­si­bi­li­da­de pre­vis­ta.

O lado de quem paga

Para a em­pre­sa, o dé­ci­mo ter­cei­ro não é só trans­fe­rir um sa­lá­rio a mais. Tem en­car­gos por cima, e tudo isso pre­ci­sa ca­ber no flu­xo de cai­xa de no­vem­bro e de­zem­bro, jus­to quan­do mui­tos ne­gó­ci­os já es­tão li­dan­do com sa­zo­na­li­da­de. Quem não se or­ga­ni­za ao lon­go do ano cos­tu­ma sen­tir o im­pac­to de uma vez só.

Aqui vale uma ob­ser­va­ção ho­nes­ta: a for­ma de cal­cu­lar muda con­for­me o tipo de con­tra­to, a ca­te­go­ria, even­tu­ais acor­dos co­le­ti­vos. Não exis­te uma fór­mu­la úni­ca que sir­va para todo mun­do sem ajus­te. Tra­ba­lha­dor in­ter­mi­ten­te, do­més­ti­co, quem teve afas­ta­men­to no ano... cada si­tu­a­ção tem sua par­ti­cu­la­ri­da­de.

Se você é em­pre­ga­dor e quer en­ten­der quan­to isso vai pe­sar no seu cai­xa no fim do ano, ou se é tra­ba­lha­dor e está com dú­vi­da so­bre o va­lor que re­ce­beu, a con­ta me­re­ce um olhar aten­to. Cada caso tem seus de­ta­lhes. A equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria, aqui em São José do Rio Pre­to, pode aju­dar a fa­zer esse cál­cu­lo cer­ti­nho e pla­ne­jar o pa­ga­men­to sem sus­tos. O que vale para uma em­pre­sa não vale para a vi­zi­nha, e o de­ta­lhe que de­ci­de cos­tu­ma es­tar no con­tra­to, na ati­vi­da­de ou no en­qua­dra­men­to. An­tes de se­guir, pro­cu­re um pro­fis­si­o­nal que pos­sa olhar isso com os seus nú­me­ros na mão. Es­ta­mos no (17) 3203-2536 e tam­bém no What­sApp.