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Construcao Civil
17 de dezembro de 2024Fortes Controladoria

Loja de material de construção: o negócio que mora no estoque

Loja de material de construção: o negócio que mora no estoque

Ma­te­ri­al de cons­tru­ção é um co­mér­cio de mar­gem aper­ta­da e es­to­que pe­sa­do. Quem en­tra achan­do que é só com­prar ba­ra­to e ven­der caro leva um sus­to no pri­mei­ro mês. O di­nhei­ro fica pa­ra­do na pra­te­lei­ra, li­te­ral­men­te. Saco de ci­men­to, ver­ga­lhão, tin­ta, te­lha. Tudo isso ocu­pa es­pa­ço, cus­ta para guar­dar e às ve­zes en­ca­lha.

En­tão an­tes de pen­sar em fa­cha­da e nome bo­ni­to, vale olhar a en­gre­na­gem por den­tro.

Es­to­que é onde o lu­cro nas­ce ou mor­re

Numa loja de cons­tru­ção, o es­to­que é o ati­vo mais va­li­o­so e o mai­or ris­co ao mes­mo tem­po. Pro­du­to de­mais pa­ra­do é ca­pi­tal con­ge­la­do. Pro­du­to de me­nos é ven­da per­di­da, por­que o cli­en­te que pre­ci­sa de meia dú­zia de itens com­pra tudo num lu­gar só. Se fal­tar a ar­ga­mas­sa, ele leva o ci­men­to na con­cor­rên­cia tam­bém.

O con­tro­le dis­so não é fres­cu­ra. Sa­ber giro de cada item, o que ven­de rá­pi­do, o que em­po­ei­ra na pra­te­lei­ra, é o que de­fi­ne se a loja res­pi­ra ou su­fo­ca. E esse con­tro­le tem re­fle­xo di­re­to na par­te fis­cal, por­que en­tra­da e sa­í­da de mer­ca­do­ria pre­ci­sam es­tar re­gis­tra­das cer­ti­nho. Co­mér­cio mo­vi­men­ta nota o tem­po todo.

Mar­gem bai­xa exi­ge vo­lu­me e dis­ci­pli­na

Di­fe­ren­te de um pres­ta­dor de ser­vi­ço, o lo­jis­ta de cons­tru­ção tra­ba­lha com mar­gem uni­tá­ria pe­que­na. Ga­nha no vo­lu­me. Isso muda tudo na hora de pen­sar tri­bu­tos e pre­ço. Um erro de cen­ta­vo mul­ti­pli­ca­do por mi­lha­res de itens vira um bu­ra­co no fim do ano.

A es­co­lha do re­gi­me tri­bu­tá­rio pesa aqui. Co­mér­cio tem uma ló­gi­ca de tri­bu­ta­ção di­fe­ren­te de ser­vi­ço, e den­tro de cada re­gi­me exis­tem de­ta­lhes que mu­dam con­for­me o que você ven­de e quan­to fa­tu­ra. Tem ain­da a subs­ti­tu­i­ção tri­bu­tá­ria, que é co­mum em vá­ri­os pro­du­tos do ramo e in­flu­en­cia o cál­cu­lo do im­pos­to na ca­deia. Não dá para tra­tar como ge­né­ri­co. Cada mix de pro­du­to muda a con­ta.

A sa­zo­na­li­da­de que nin­guém avi­sa

Cons­tru­ção tem rit­mo. Pe­rí­o­do de chu­va der­ru­ba obra. Iní­cio de ano cos­tu­ma ser mais fra­co para al­guns itens. Re­for­ma de fim de ano aque­ce ou­tros. Quem não pla­ne­ja o cai­xa para es­ses va­les aca­ba com­pran­do es­to­que na épo­ca er­ra­da e fi­can­do sem fô­le­go quan­do as ven­das caem.

Pla­ne­jar com­pra de acor­do com a épo­ca, ne­go­ci­ar pra­zo com for­ne­ce­dor, ca­sar isso com o flu­xo de cai­xa. É tra­ba­lho de ges­tão, não de sor­te.

Co­me­çar com a es­tru­tu­ra cer­ta

Abrir a loja en­vol­ve es­co­lher a ati­vi­da­de cor­re­ta no ca­das­tro, de­fi­nir o tipo de em­pre­sa, or­ga­ni­zar a emis­são de nota e en­qua­drar no re­gi­me que faz sen­ti­do para co­mér­cio com aque­le per­fil de fa­tu­ra­men­to. Um gal­pão pe­que­no de bair­ro e uma loja gran­de com de­pó­si­to não vi­vem a mes­ma re­a­li­da­de tri­bu­tá­ria.

Não tem fór­mu­la pron­ta. O que ser­ve para um vi­zi­nho pode ser ruim para você, por­que o vo­lu­me, o tipo de pro­du­to e a for­ma de com­prar são di­fe­ren­tes.

Se a ideia da loja está ga­nhan­do for­ma, ou se a que já exis­te anda aper­ta­da nas con­tas, vale uma con­ver­sa olhan­do o seu caso de per­to. A equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria fica em São José do Rio Pre­to e aju­da a ana­li­sar isso com você. O que vale para uma em­pre­sa não vale para a vi­zi­nha, e o de­ta­lhe que de­ci­de cos­tu­ma es­tar no con­tra­to, na ati­vi­da­de ou no en­qua­dra­men­to. An­tes de se­guir, pro­cu­re um pro­fis­si­o­nal que pos­sa olhar isso com os seus nú­me­ros na mão. Liga no (17) 3203-2536 ou cha­ma no What­sApp.