Voltar ao blog
Dicas
Atualizado em 18 de outubro de 20262 min de leitura

Três erros na hora de abrir o CNPJ que custam caro depois

Erros ao abrir CNPJ costumam envolver CNAE inadequado, regime tributário escolhido sem cálculo e mistura entre contas pessoais e empresariais.

Três erros na hora de abrir o CNPJ que custam caro depois

Tem de­ci­sões que pa­re­cem pe­que­nas no mo­men­to de abrir a em­pre­sa e vi­ram pe­dra no sa­pa­to me­ses de­pois. Já vi­mos os mes­mos tro­pe­ços se re­pe­ti­rem com gen­te es­per­ta, or­ga­ni­za­da, que só não sa­bia onde es­ta­va o bu­ra­co. Va­mos a três de­les.

Erro 1: escolher a atividade no automático

O có­di­go de ati­vi­da­de, o CNAE, não é uma for­ma­li­da­de que você pre­en­che cor­ren­do. Ele ori­en­ta que im­pos­tos você paga, que obri­ga­ções cum­pre, se pre­ci­sa de li­cen­ça, em qual re­gi­me pode se en­qua­drar. Co­lo­car a ati­vi­da­de er­ra­da, ou es­que­cer de in­clu­ir uma se­cun­dá­ria que você de fato exer­ce, gera dois ti­pos de dor: ou você emi­te nota de algo que não de­cla­rou, ou paga tri­bu­to de um jei­to que não bate com o que faz.

O con­ser­to exis­te, mas dá tra­ba­lho e às ve­zes en­vol­ve re­gu­la­ri­zar pe­rí­o­do pas­sa­do. Mais fá­cil acer­tar de sa­í­da. Des­cre­va o que você faz de ver­da­de, não o que pa­re­ce mais sim­ples no for­mu­lá­rio.

Erro 2: escolher o regime tributário por ouvir falar

"Todo mun­do vai de Sim­ples." Já per­de­mos a con­ta de quan­tas ve­zes ou­vi­mos isso. Às ve­zes é ver­da­de para o caso da pes­soa. Às ve­zes está lon­ge de ser.

O re­gi­me cer­to de­pen­de do fa­tu­ra­men­to pro­je­ta­do, da mar­gem do ne­gó­cio, do peso da fo­lha, do tipo de cli­en­te que você aten­de. Uma em­pre­sa que ven­de para ou­tras em­pre­sas pode ter uma con­ta bem di­fe­ren­te de quem ven­de para o con­su­mi­dor fi­nal. En­trar no re­gi­me er­ra­do por inér­cia é como com­prar sa­pa­to sem ex­pe­ri­men­tar: pode até ser­vir, mas a chan­ce de aper­tar é gran­de.

Isso não se adi­vi­nha: si­mu­la-se com os seus nú­me­ros.

Erro 3: tratar a abertura como linha de chegada

Esse é o mais co­mum e o mais si­len­ci­o­so. A pes­soa abre o CNPJ, co­me­mo­ra, e some. Some das obri­ga­ções men­sais, da de­cla­ra­ção anu­al, do con­tro­le de fa­tu­ra­men­to. Aí, lá na fren­te, des­co­bre que ha­via gui­as a pa­gar, pra­zos a cum­prir, um teto que foi ul­tra­pas­sa­do sem nin­guém per­ce­ber.

Abrir em­pre­sa é o co­me­ço de uma ro­ti­na, não o fim de uma ta­re­fa. Quem en­ten­de isso des­de o pri­mei­ro dia se­pa­ra a con­ta da em­pre­sa da con­ta pes­so­al, ano­ta o que en­tra e sai, e dor­me tran­qui­lo. Quem ig­no­ra cos­tu­ma le­var sus­to quan­do me­nos es­pe­ra.

Um de­ta­lhe que vale re­pe­tir: nada dis­so é gra­ve quan­do você sabe que exis­te. Vira pro­ble­ma só quan­do pega de sur­pre­sa.

Cada ne­gó­cio tem suas par­ti­cu­la­ri­da­des, e o erro que afun­da um pode nem to­car o ou­tro. Se você está abrin­do ago­ra e quer evi­tar es­ses tro­pe­ços an­tes que eles acon­te­çam, a equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria, em São José do Rio Pre­to, pode olhar o seu caso de per­to. An­tes de se­guir, pro­cu­re um pro­fis­si­o­nal que pos­sa olhar isso com os seus nú­me­ros na mão. Es­ta­mos no (17) 3203-2536 e tam­bém no What­sApp.