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Construcao Civil
16 de março de 2026Fortes Controladoria

Feriado local: vale o da cidade da obra ou o da sede da empresa?

Feriado local: vale o da cidade da obra ou o da sede da empresa?

Pa­re­ce uma dú­vi­da boba até a coi­sa acon­te­cer. A em­pre­sa de cons­tru­ção fica em Rio Pre­to, mas a obra está em ou­tra ci­da­de que tem um fe­ri­a­do mu­ni­ci­pal. No dia do fe­ri­a­do de lá, os tra­ba­lha­do­res da obra pa­ram ou tra­ba­lham? E se a sede tem um fe­ri­a­do que a ci­da­de da obra não tem?

Essa con­fu­são é mais co­mum do que pa­re­ce, e mexe com fo­lha, com pa­ga­men­to e com a re­la­ção com o pes­so­al.

A ló­gi­ca é o lo­cal da pres­ta­ção

De for­ma ge­ral, o que rege a vida do tra­ba­lha­dor é onde ele efe­ti­va­men­te tra­ba­lha. Quem está to­can­do a obra numa de­ter­mi­na­da ci­da­de ten­de a se­guir o ca­len­dá­rio de fe­ri­a­dos da­que­le lo­cal, não o da ci­da­de onde fica o es­cri­tó­rio da em­pre­sa.

Faz sen­ti­do quan­do você pen­sa. O fe­ri­a­do mu­ni­ci­pal é uma coi­sa da­que­la ci­da­de. Quem está fi­si­ca­men­te lá, na obra, vive aque­le ca­len­dá­rio. O ad­mi­nis­tra­ti­vo que fica na sede, em ou­tra ci­da­de, vive o ca­len­dá­rio da sede.

Onde isso vira pro­ble­ma na cons­tru­ção

A cons­tru­ção tem uma ca­rac­te­rís­ti­ca que com­pli­ca: a obra anda. Hoje é numa ci­da­de, da­qui a uns me­ses é em ou­tra. E os tra­ba­lha­do­res mui­tas ve­zes se des­lo­cam com a obra. En­tão a em­pre­sa pode ter, ao mes­mo tem­po, gen­te se­guin­do ca­len­dá­ri­os de fe­ri­a­dos di­fe­ren­tes, de­pen­den­do de onde cada fren­te está.

Para o de­par­ta­men­to pes­so­al, isso sig­ni­fi­ca aten­ção. Pa­gar fe­ri­a­do tra­ba­lha­do como se fos­se dia nor­mal, ou não con­ce­der um fe­ri­a­do lo­cal de­vi­do, gera pas­si­vo tra­ba­lhis­ta. E na cons­tru­ção, com con­ven­ção co­le­ti­va for­te, as re­gras de jor­na­da e des­can­so cos­tu­mam ter de­ta­lhes pró­pri­os da ca­te­go­ria.

A con­ven­ção co­le­ti­va man­da mui­to aqui

Esse é o pon­to que pou­ca gen­te lem­bra. A cons­tru­ção ci­vil é um se­tor com sin­di­ca­tos atu­an­tes e con­ven­ções co­le­ti­vas que tra­tam de jor­na­da, fe­ri­a­dos, des­can­so, adi­ci­o­nais. Às ve­zes a con­ven­ção de­fi­ne algo es­pe­cí­fi­co so­bre fe­ri­a­dos e des­lo­ca­men­to que muda o jogo.

Por isso não dá para res­pon­der "é sem­pre o da obra" e fe­char a ques­tão. A re­gra ge­ral apon­ta para o lo­cal de tra­ba­lho, mas a con­ven­ção da ca­te­go­ria e a si­tu­a­ção con­cre­ta po­dem tra­zer de­ta­lhes que mu­dam o tra­ta­men­to.

O re­ca­do para quem ad­mi­nis­tra a obra

Er­rar fe­ri­a­do pa­re­ce pou­co, mas vira re­cla­ma­ção tra­ba­lhis­ta com fa­ci­li­da­de. Tra­ba­lha­dor que tra­ba­lhou em fe­ri­a­do de­vi­do e não re­ce­beu o que de­ve­ria tem do que re­cla­mar. Em­pre­sa que pa­rou a obra num dia que não era fe­ri­a­do de lá per­deu pro­du­ção à toa.

Man­ter o ca­len­dá­rio cer­to de cada fren­te de obra, cru­za­do com a con­ven­ção da ca­te­go­ria, é ta­re­fa do de­par­ta­men­to pes­so­al e evi­ta dor de ca­be­ça.

Como cada obra está num lu­gar e cada ca­te­go­ria tem sua con­ven­ção, o que vale para o seu caso de­pen­de da si­tu­a­ção. A equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria, em São José do Rio Pre­to, pode aju­dar o seu de­par­ta­men­to pes­so­al a acer­tar isso. Esse tipo de de­ci­são não se toma por com­pa­ra­ção com o caso do co­nhe­ci­do. Pro­cu­re um pro­fis­si­o­nal que ana­li­se a sua si­tu­a­ção es­pe­cí­fi­ca — é o que evi­ta acer­tar por sor­te e er­rar por con­ta. Fala com a gen­te no (17) 3203-2536 ou no What­sApp.