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Tributacao
16 de fevereiro de 2025Fortes Controladoria

Será que você é obrigado a declarar o Imposto de Renda?

Será que você é obrigado a declarar o Imposto de Renda?

Tem gen­te que pas­sa o ano in­tei­ro sem pen­sar nis­so e, de re­pen­te, em ple­na tem­po­ra­da de de­cla­ra­ção, bate aque­la dú­vi­da. Pre­ci­so de­cla­rar? E se eu não de­cla­rar, dá pro­ble­ma? A res­pos­ta cur­ta é: de­pen­de. A res­pos­ta lon­ga é o res­to des­te tex­to.

A obri­ga­ção de de­cla­rar não tem a ver só com quan­to você ga­nha por mês. Exis­tem vá­ri­as si­tu­a­ções que co­lo­cam uma pes­soa na lis­ta de quem pre­ci­sa pres­tar con­tas à Re­cei­ta Fe­de­ral, e nem to­das são ób­vi­as.

Não é só so­bre sa­lá­rio

A re­gra mais co­nhe­ci­da é a do li­mi­te de ren­di­men­tos tri­bu­tá­veis no ano. Aci­ma de um cer­to va­lor, você en­tra na obri­ga­ção. Esse va­lor muda qua­se todo ano, en­tão não adi­an­ta de­co­rar um nú­me­ro que você ou­viu de um ami­go em 2019. O im­por­tan­te é con­fe­rir a ta­be­la vi­gen­te na épo­ca da de­cla­ra­ção.

Mas tem ou­tros ga­ti­lhos. Quem re­ce­beu ren­di­men­tos isen­tos ou tri­bu­ta­dos só na fon­te aci­ma de de­ter­mi­na­do pa­ta­mar tam­bém pode ser obri­ga­do. Pen­se em apo­sen­ta­do, em quem re­ce­beu in­de­ni­za­ção tra­ba­lhis­ta, em quem teve ren­di­men­to de pou­pan­ça alto.

Tem ain­da a ques­tão dos bens. Se você pos­sui pa­tri­mô­nio aci­ma de cer­to va­lor em 31 de de­zem­bro, casa, car­ro, in­ves­ti­men­tos, isso por si só já te co­lo­ca na obri­ga­ção. Mes­mo que você qua­se não te­nha tido ren­da no ano.

As si­tu­a­ções que pe­gam de sur­pre­sa

Al­gu­mas me­re­cem aten­ção es­pe­ci­al. Quem teve ga­nho de ca­pi­tal, ven­deu um imó­vel, por exem­plo, e teve lu­cro na ope­ra­ção, nor­mal­men­te pre­ci­sa de­cla­rar. Quem ope­rou na bol­sa de va­lo­res tam­bém, de­pen­den­do do tipo e do vo­lu­me das ope­ra­ções.

Ati­vi­da­de ru­ral aci­ma de de­ter­mi­na­do fa­tu­ra­men­to en­tra na lis­ta. E quem pas­sou a mo­rar no Bra­sil du­ran­te o ano e fi­cou na con­di­ção de re­si­den­te até 31 de de­zem­bro tam­bém.

Ou seja, dá para ser obri­ga­do a de­cla­rar mes­mo sem ter "sa­lá­rio de car­tei­ra as­si­na­da gor­do". Cada uma des­sas por­tas de en­tra­da tem seus pró­pri­os cri­té­ri­os, e eles con­vi­vem. Bas­ta se en­cai­xar em uma.

E se eu não me en­cai­xo em ne­nhu­ma?

Aí você não é obri­ga­do. Mas, em al­guns ca­sos, vale de­cla­rar mes­mo sem obri­ga­ção. Quem teve im­pos­to re­ti­do na fon­te ao lon­go do ano pode ter di­rei­to a res­ti­tu­i­ção, e só re­ce­be quem de­cla­ra. É uma de­ci­são que de­pen­de do seu caso con­cre­to.

Tem tam­bém a pra­ti­ci­da­de. Man­ter o his­tó­ri­co de de­cla­ra­ções em dia aju­da na hora de pe­dir fi­nan­ci­a­men­to, com­pro­var ren­da, re­gu­la­ri­zar pen­dên­ci­as. Não de­cla­rar quan­do não é obri­ga­do não é erro. Mas às ve­zes dei­xa di­nhei­ro na mesa.

O ris­co real apa­re­ce quan­do a pes­soa era obri­ga­da e não de­cla­rou. Aí en­tram mul­tas, CPF com pen­dên­cia, com­pli­ca­ção para me­xer em con­ta ban­cá­ria e em ou­tras bu­ro­cra­ci­as do dia a dia. Não é o tipo de coi­sa que me­lho­ra so­zi­nha com o tem­po.

Cada si­tu­a­ção tem suas par­ti­cu­la­ri­da­des e a úni­ca for­ma de ter cer­te­za é olhar os seus nú­me­ros do ano. Se você está na dú­vi­da so­bre se pre­ci­sa ou não de­cla­rar, a equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria pode ana­li­sar o seu caso de per­to. Nada dis­so se re­sol­ve no chu­te: cada em­pre­sa tem um en­qua­dra­men­to, uma ati­vi­da­de e nú­me­ros pró­pri­os, e é isso que muda a res­pos­ta. Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Es­ta­mos em São José do Rio Pre­to, no (17) 3203-2536 e no What­sApp.