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Tributacao
19 de março de 2026Fortes Controladoria

Saí do MEI, e agora qual regime escolher

Saí do MEI, e agora qual regime escolher

A sa­í­da do MEI qua­se sem­pre che­ga de um jei­to meio atro­pe­la­do. Ou o fa­tu­ra­men­to es­tou­rou o li­mi­te, ou en­trou um só­cio, ou apa­re­ceu uma ati­vi­da­de que não ca­bia mais ali. De re­pen­te o em­pre­en­de­dor que ti­nha uma guia fixa todo mês cai num mun­do de si­glas: Sim­ples, Lu­cro Pre­su­mi­do, Lu­cro Real, ane­xos, alí­quo­tas. Bate um cer­to de­ses­pe­ro, e é na­tu­ral.

Vou ten­tar or­ga­ni­zar isso de um jei­to que faça sen­ti­do.

Pri­mei­ro, o sus­to é me­nor do que pa­re­ce

Sair do MEI não sig­ni­fi­ca vi­rar uma mul­ti­na­ci­o­nal cheia de obri­ga­ções da noi­te para o dia. A mai­o­ria das em­pre­sas que dei­xam o MEI cai em um en­qua­dra­men­to de mi­cro­em­pre­sa ou em­pre­sa de pe­que­no por­te, e boa par­te se­gue no Sim­ples Na­ci­o­nal, só que ago­ra numa ver­são um pou­co mais ro­bus­ta de con­tro­le. Con­ti­nua ten­do re­co­lhi­men­to uni­fi­ca­do, mas a alí­quo­ta pas­sa a va­ri­ar con­for­me fa­tu­ra­men­to e ati­vi­da­de.

En­tão o Sim­ples é o des­ti­no mais co­mum. Mas co­mum não quer di­zer au­to­má­ti­co.

O que de fato pesa na es­co­lha

Três coi­sas man­dam mais que o res­to. A ati­vi­da­de da em­pre­sa, por­que é ela que de­fi­ne em qual ane­xo do Sim­ples você en­tra e quan­to isso cus­ta. O quan­to você gas­ta com fo­lha de pa­ga­men­to, por­que em al­guns ane­xos exis­te uma re­la­ção en­tre fo­lha e alí­quo­ta que pode fa­vo­re­cer ou pe­na­li­zar. E a mar­gem de lu­cro, que é o pon­to que mais muda a com­pa­ra­ção en­tre Sim­ples e Lu­cro Pre­su­mi­do.

Quem pres­ta ser­vi­ço e tem mar­gem alta, por exem­plo, às ve­zes en­con­tra no Lu­cro Pre­su­mi­do uma con­ta pa­re­ci­da ou até me­lhor que no Sim­ples, de­pen­den­do do ane­xo em que cai­ria. Não é re­gra, é uma pos­si­bi­li­da­de que só apa­re­ce quan­do você sen­ta e cal­cu­la.

O erro mais co­mum nes­sa tran­si­ção

É es­co­lher pelo "todo mun­do usa o Sim­ples" e nun­ca mais re­vi­sar. A em­pre­sa que saiu do MEI ten­de a cres­cer, e o re­gi­me que era óti­mo no pri­mei­ro ano pode fi­car ruim no ter­cei­ro, quan­do o fa­tu­ra­men­to su­biu e a alí­quo­ta efe­ti­va acom­pa­nhou. A es­co­lha de re­gi­me não é uma de­ci­são úni­ca, é algo para re­vi­sar de tem­pos em tem­pos, nor­mal­men­te no co­me­ço de cada ano.

Ou­tro tro­pe­ço fre­quen­te é es­que­cer das obri­ga­ções no­vas. Mes­mo no Sim­ples am­pli­a­do, sur­gem de­cla­ra­ções e con­tro­les que o MEI não ti­nha. Ter um acom­pa­nha­men­to con­tá­bil des­de o iní­cio evi­ta mul­ta boba e dor de ca­be­ça de­pois.

A tran­si­ção é uma boa hora para pa­rar e olhar o ne­gó­cio com cal­ma, em vez de só apa­gar o in­cên­dio do li­mi­te es­tou­ra­do. Os nú­me­ros do seu caso é que vão apon­tar o ca­mi­nho, e isso muda de em­pre­sa para em­pre­sa.

O que vale para uma em­pre­sa não vale para a vi­zi­nha, e o de­ta­lhe que de­ci­de cos­tu­ma es­tar no con­tra­to, na ati­vi­da­de ou no en­qua­dra­men­to. An­tes de se­guir, pro­cu­re um pro­fis­si­o­nal que pos­sa olhar isso com os seus nú­me­ros na mão. Se qui­ser aju­da para com­pa­rar os ce­ná­ri­os na hora de sair do MEI, a equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria está em São José do Rio Pre­to, no (17) 3203-2536 e no What­sApp. Vale ana­li­sar cada si­tu­a­ção in­di­vi­du­al­men­te an­tes de de­ci­dir.