Voltar ao blog
Tributacao
20 de fevereiro de 2025Fortes Controladoria

Regime tributário para obras: como pensar a escolha sem cair em armadilha

Regime tributário para obras: como pensar a escolha sem cair em armadilha

Todo mun­do que toca obra quer pa­gar me­nos im­pos­to de for­ma le­gal. É le­gí­ti­mo. O nome téc­ni­co dis­so é pla­ne­ja­men­to tri­bu­tá­rio, e ele exis­te jus­ta­men­te para es­co­lher, den­tro da lei, o ca­mi­nho que pesa me­nos. O pro­ble­ma é quan­do a bus­ca por eco­no­mi­zar vira "dar um jei­ti­nho", e aí já não é pla­ne­ja­men­to, é ris­co.

Va­mos pen­sar do jei­to cer­to.

Não exis­te re­gi­me que seja sem­pre o me­lhor

Essa é a pri­mei­ra ar­ma­di­lha. Um cons­tru­tor co­nhe­ci­do ga­ran­te que o Sim­ples com­pen­sa em qual­quer caso. Ou­tro diz que o lu­cro pre­su­mi­do é que vale a pena. Os dois po­dem es­tar cer­tos para a si­tu­a­ção de­les e er­ra­dos para a sua.

A es­co­lha en­tre Sim­ples Na­ci­o­nal, lu­cro pre­su­mi­do e lu­cro real de­pen­de dos seus nú­me­ros: fa­tu­ra­men­to, mar­gem, peso da fo­lha de pa­ga­men­to, tipo de obra. Co­pi­ar a es­co­lha de ou­tra em­pre­sa é o erro mais caro e mais co­mum.

A fo­lha de pa­ga­men­to muda mui­to a con­ta na cons­tru­ção

Cons­tru­ção é mão de obra in­ten­si­va. E aqui tem um de­ta­lhe que mui­ta gen­te ig­no­ra: em cer­tos re­gi­mes, como o Ane­xo IV do Sim­ples, o INSS pa­tro­nal sai do bo­le­to úni­co e vem em guia se­pa­ra­da so­bre a fo­lha. Quan­to mai­or a fo­lha, mai­or esse cus­to por fora.

Isso faz com que duas cons­tru­to­ras do mes­mo ta­ma­nho de fa­tu­ra­men­to te­nham re­sul­ta­dos di­fe­ren­tes só pela es­tru­tu­ra de pes­so­al. Por isso a fo­lha não é um de­ta­lhe na es­co­lha do re­gi­me. Na cons­tru­ção, ela é peça cen­tral.

Onde a eco­no­mia é real e onde é ci­la­da

A re­du­ção le­gí­ti­ma da car­ga vem de es­co­lher o re­gi­me ade­qua­do ao caso, or­ga­ni­zar as re­ten­ções, do­cu­men­tar os cus­tos da obra para aba­ter o que é aba­tí­vel e man­ter o CNO e as no­tas em or­dem. É tra­ba­lho den­tro da lei, e o quan­to ele al­te­ra a con­ta de­pen­de do en­qua­dra­men­to, da ati­vi­da­de e dos nú­me­ros de cada em­pre­sa.

Ci­la­da é ten­tar es­con­der re­cei­ta, pa­gar mão de obra por fora sem re­gis­tro, si­mu­lar o que não exis­te. Pa­re­ce que eco­no­mi­za no cur­to pra­zo, mas vira pas­si­vo. Na cons­tru­ção, com a afe­ri­ção da mão de obra e a re­gu­la­ri­za­ção para aver­bar, o que foi es­con­di­do ten­de a apa­re­cer lá na fren­te, com ju­ros e mul­ta. Não com­pen­sa.

O ti­ming im­por­ta

Ou­tra coi­sa que mui­ta gen­te erra: dei­xar para pen­sar no re­gi­me de­pois que a obra já co­me­çou ou a em­pre­sa já está ro­dan­do. As me­lho­res de­ci­sões de tri­bu­ta­ção são to­ma­das an­tes, na hora de abrir a em­pre­sa ou de pla­ne­jar a obra. De­pois, so­bra me­nos es­pa­ço para ajus­tar.

Quem pla­ne­ja cedo de­ci­de com cal­ma. Quem dei­xa para de­pois ge­ral­men­te está apa­gan­do in­cên­dio.

Como cada obra e cada em­pre­sa têm um de­se­nho de nú­me­ros pró­prio, o re­gi­me que pesa me­nos no seu caso só apa­re­ce com uma si­mu­la­ção real. A equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria, em São José do Rio Pre­to, pode ro­dar essa aná­li­se com você e mos­trar os ca­mi­nhos lí­ci­tos. O que vale para uma em­pre­sa não vale para a vi­zi­nha, e o de­ta­lhe que de­ci­de cos­tu­ma es­tar no con­tra­to, na ati­vi­da­de ou no en­qua­dra­men­to. An­tes de se­guir, pro­cu­re um pro­fis­si­o­nal que pos­sa olhar isso com os seus nú­me­ros na mão. Liga no (17) 3203-2536 ou cha­ma no What­sApp.