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Gestao
24 de fevereiro de 2025Fortes Controladoria

Pagar conta pessoal pela empresa: por que isso dá problema

Pagar conta pessoal pela empresa: por que isso dá problema

Vou co­me­çar com uma cena que todo con­ta­dor co­nhe­ce. O dono pas­sa o car­tão da em­pre­sa no mer­ca­do, no pos­to, no al­mo­ço de do­min­go com a fa­mí­lia. "É tudo meu mes­mo", ele pen­sa. Faz sen­ti­do na ca­be­ça dele. O di­nhei­ro saiu do bol­so dele para abrir o ne­gó­cio, en­tão o di­nhei­ro do ne­gó­cio tam­bém é dele. Só que para a lei, e para o fis­co, a his­tó­ria é bem di­fe­ren­te.

A em­pre­sa e a pes­soa fí­si­ca do só­cio são duas fi­gu­ras se­pa­ra­das. Têm CNPJ e CPF di­fe­ren­tes, pa­tri­mô­ni­os di­fe­ren­tes, con­tas di­fe­ren­tes. Quan­do você mis­tu­ra as duas, co­me­ça a abrir uma por­ta que pode dar dor de ca­be­ça lá na fren­te.

O que acon­te­ce quan­do mis­tu­ra

Pri­mei­ro, a con­ta­bi­li­da­de fica suja. Des­pe­sa pes­so­al en­tra no meio das des­pe­sas da em­pre­sa e ba­gun­ça o re­sul­ta­do. Aí nin­guém sabe di­rei­to se o ne­gó­cio dá lu­cro de ver­da­de, por­que par­te do que saiu não ti­nha nada a ver com a ope­ra­ção. De­ci­são to­ma­da em cima de nú­me­ro er­ra­do cos­tu­ma sair cara.

Se­gun­do, e isso é sé­rio, exis­te um ris­co ju­rí­di­co. Quan­do há mis­tu­ra sis­te­má­ti­ca en­tre o pa­tri­mô­nio da em­pre­sa e o do só­cio, em si­tu­a­ções de dí­vi­da ou dis­pu­ta ju­di­ci­al pode-se dis­cu­tir a cha­ma­da des­con­si­de­ra­ção da per­so­na­li­da­de ju­rí­di­ca. Em bom por­tu­guês: aque­la se­pa­ra­ção que pro­te­ge o seu pa­tri­mô­nio pes­so­al pode cair, e os bens da pes­soa fí­si­ca en­tra­rem na con­ta. A pro­te­ção que a em­pre­sa da­ria dei­xa de fun­ci­o­nar jus­ta­men­te por­que você mes­mo apa­gou a fron­tei­ra.

Tem tam­bém o lado tri­bu­tá­rio. Di­nhei­ro sa­in­do da em­pre­sa para pa­gar con­ta pes­so­al sem o de­vi­do tra­ta­men­to pode ser in­ter­pre­ta­do de for­mas que ge­ram co­bran­ça de im­pos­to. Não é só de­sor­ga­ni­za­ção, pode vi­rar cus­to.

O jei­to cer­to de ti­rar di­nhei­ro

A boa no­tí­cia é que exis­te ca­mi­nho for­mal, e ele não é com­pli­ca­do. O só­cio re­mu­ne­ra o pró­prio tra­ba­lho pelo pró-la­bo­re e re­ce­be a par­te que cabe a ele como dono pela dis­tri­bu­i­ção de lu­cros, cada uma com suas re­gras. Esse di­nhei­ro cai na con­ta da pes­soa fí­si­ca, e a par­tir dali ele faz o que qui­ser, paga o mer­ca­do, o pos­to, o que for. A di­fe­ren­ça é que ago­ra está tudo se­pa­ra­do e do­cu­men­ta­do.

Pa­re­ce bu­ro­crá­ti­co, mas vira há­bi­to rá­pi­do. Con­ta da em­pre­sa para coi­sas da em­pre­sa. Con­ta pes­so­al para coi­sas pes­so­ais. O di­nhei­ro pas­sa de uma para a ou­tra de for­ma re­gis­tra­da e cor­re­ta.

Or­ga­ni­zar não é fres­cu­ra

Mui­to em­pre­en­de­dor en­ca­ra essa se­pa­ra­ção como exa­ge­ro de con­ta­dor. Não é. É o que man­tém a em­pre­sa sau­dá­vel, pro­te­ge o pa­tri­mô­nio pes­so­al e dei­xa os nú­me­ros con­fi­á­veis para a hora de de­ci­dir, pe­gar cré­di­to ou até ven­der o ne­gó­cio um dia.

Se a sua em­pre­sa ain­da mis­tu­ra as duas con­tas e você quer or­ga­ni­zar isso sem vi­rar tudo de ca­be­ça para bai­xo, a equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria pode aju­dar a de­se­nhar o ca­mi­nho. Nada dis­so se re­sol­ve no chu­te: cada em­pre­sa tem um en­qua­dra­men­to, uma ati­vi­da­de e nú­me­ros pró­pri­os, e é isso que muda a res­pos­ta. Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Es­ta­mos em São José do Rio Pre­to, no (17) 3203-2536 e no What­sApp. Cada caso tem seus de­ta­lhes e pede uma aná­li­se pró­pria.