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Dicas
Atualizado em 18 de outubro de 20263 min de leitura

DAS do MEI em atraso: o que decide o caminho da regularização

DAS do MEI em atraso: o estágio de cada débito decide o caminho da regularização. Errar essa leitura mantém o CNPJ irregular mesmo pagando.

DAS do MEI em atraso: o que decide o caminho da regularização

O MEI com DAS em atra­so pode par­ce­lar o dé­bi­to por ade­são ele­trô­ni­ca, em até 60 par­ce­las men­sais de no mí­ni­mo R$ 50,00, pe­las re­gras do Sim­ples Na­ci­o­nal (Lei Com­ple­men­tar 123/2006). O pon­to que de­ci­de o ca­mi­nho é o es­tá­gio em que cada dé­bi­to está: en­quan­to não foi ins­cri­to em dí­vi­da ati­va, ele se­gue as re­gras de par­ce­la­men­to ad­mi­nis­tra­das pela Re­cei­ta Fe­de­ral; de­pois da ins­cri­ção, pas­sa à Pro­cu­ra­do­ria-Ge­ral da Fa­zen­da Na­ci­o­nal, com con­di­ções pró­pri­as e, em de­ter­mi­na­dos pe­rí­o­dos, com edi­tais de ne­go­ci­a­ção que têm pra­zo de ade­são fe­cha­do. Er­rar essa lei­tu­ra tem efei­to con­cre­to: o MEI ade­re ao par­ce­la­men­to er­ra­do, co­me­ça a pa­gar par­ce­la e con­ti­nua ir­re­gu­lar, por­que par­te do dé­bi­to fi­cou fora do acor­do. An­tes de ade­rir, o que pre­ci­sa es­tar cla­ro é em que es­tá­gio está cada com­pe­tên­cia em aber­to.

O que todo MEI precisa saber

O MEI tem cus­to men­sal fixo e obri­ga­ções sim­ples. Essa sim­pli­ci­da­de, po­rém, não tor­na os er­ros ino­fen­si­vos: com o DAS em atra­so, o MEI pode per­der a co­ber­tu­ra do INSS e pa­gar mul­ta e ju­ros que dava para evi­tar.

Em São José do Rio Pre­to, mui­tos pe­drei­ros, pin­to­res e ele­tri­cis­tas atu­am como MEI. Para eles, co­nhe­cer as re­gras pesa mais, por­que o fa­tu­ra­men­to pode pas­sar do li­mi­te do en­qua­dra­men­to.

Pontos de atenção específicos

Fa­tu­ra­men­to anu­al li­mi­ta­do a R$ 81 mil, pro­por­ci­o­nal aos me­ses de ati­vi­da­de no ano de aber­tu­ra. Ex­ce­di­do em até 20%, o de­sen­qua­dra­men­to pro­duz efei­tos a par­tir de 1º de ja­nei­ro do ano se­guin­te; aci­ma de 20%, re­tro­a­ge a 1º de ja­nei­ro do ano em que ocor­reu o ex­ces­so, com tri­bu­ta­ção pelo Sim­ples Na­ci­o­nal so­bre todo o pe­rí­o­do.

Ape­nas um fun­ci­o­ná­rio per­mi­ti­do, com sa­lá­rio mí­ni­mo ou piso da ca­te­go­ria.

De­cla­ra­ção anu­al DASN-SI­MEI obri­ga­tó­ria até 31 de maio — e a omis­são man­tém a em­pre­sa ir­re­gu­lar mes­mo com to­dos os DAS pa­gos, além de ge­rar mul­ta pró­pria: par­ce­lar dé­bi­to não subs­ti­tui de­cla­ra­ção en­tre­gue.

DAS men­sal de­vi­do mes­mo sem fa­tu­ra­men­to no mês — e o atra­so não fica só no va­lor da guia: a par­ce­la pre­vi­den­ci­á­ria em atra­so afe­ta a qua­li­da­de de se­gu­ra­do e a con­ta­gem para be­ne­fí­ci­os, o dé­bi­to tra­va cer­ti­dão ne­ga­ti­va e, man­ti­da a ina­dim­plên­cia, abre ca­mi­nho para ex­clu­são de ofí­cio do re­gi­me sim­pli­fi­ca­do, com efei­tos a par­tir do ano-ca­len­dá­rio se­guin­te.

Quando o MEI deixa de ser a melhor opção

Se o fa­tu­ra­men­to está pró­xi­mo do li­mi­te, se há ne­ces­si­da­de de mais de um em­pre­ga­do ou se a ati­vi­da­de exi­ge nota com va­lo­res al­tos, a mi­gra­ção para ME pode fa­zer sen­ti­do — mas sem ilu­são so­bre o cus­to. No MEI o tri­bu­to é um va­lor fixo men­sal; na ME den­tro do Sim­ples Na­ci­o­nal ele pas­sa a ser um per­cen­tu­al so­bre a re­cei­ta, de­fi­ni­do pelo ane­xo da ati­vi­da­de e pela fai­xa de fa­tu­ra­men­to, e apa­re­cem obri­ga­ções aces­só­ri­as que o MEI não tem. Se com­pen­sa ou não de­pen­de do fa­tu­ra­men­to, da ati­vi­da­de, da fo­lha e da mar­gem de cada em­pre­sa.

A tran­si­ção do MEI para ME não é au­to­má­ti­ca — en­vol­ve al­te­ra­ção no ca­das­tro, pos­sí­vel mu­dan­ça de re­gi­me tri­bu­tá­rio e no­vas obri­ga­ções aces­só­ri­as. Um con­ta­dor pode pla­ne­jar a tran­si­ção e con­tro­lar os pra­zos de co­mu­ni­ca­ção do de­sen­qua­dra­men­to, re­du­zin­do o ris­co de in­ter­rup­ção nas ati­vi­da­des.

Próximo passo: fale com a gente

A For­tes Con­tro­la­do­ria é es­pe­ci­a­li­za­da em con­ta­bi­li­da­de para cons­tru­ção ci­vil em São José do Rio Pre­to. Acom­pa­nha cons­tru­to­ras, in­cor­po­ra­do­ras e em­prei­tei­ras nas re­gras pró­pri­as do se­tor. O que se apli­ca a cada em­pre­sa de­pen­de do en­qua­dra­men­to, da ati­vi­da­de e dos nú­me­ros dela.

Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Se você quer en­ten­der como isso se apli­ca ao seu caso es­pe­cí­fi­co, en­tre em con­ta­to pelo (17) 3203-2536 ou pelo nos­so What­sApp. A pri­mei­ra con­ver­sa é sem com­pro­mis­so.