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Dicas
1 de dezembro de 2024Fortes Controladoria

DAS do MEI em atraso: o que decide o caminho da regularização

DAS do MEI em atraso: o que decide o caminho da regularização

O MEI com DAS em atra­so pode par­ce­lar o dé­bi­to por ade­são ele­trô­ni­ca. O pon­to que de­ci­de o ca­mi­nho é o es­tá­gio em que cada dé­bi­to está: en­quan­to não foi ins­cri­to em dí­vi­da ati­va, ele se­gue as re­gras de par­ce­la­men­to ad­mi­nis­tra­das pela Re­cei­ta Fe­de­ral; de­pois da ins­cri­ção, pas­sa à Pro­cu­ra­do­ria-Ge­ral da Fa­zen­da Na­ci­o­nal, com con­di­ções pró­pri­as e, em de­ter­mi­na­dos pe­rí­o­dos, com edi­tais de ne­go­ci­a­ção que têm pra­zo de ade­são fe­cha­do. Er­rar essa lei­tu­ra tem efei­to con­cre­to: o MEI ade­re ao par­ce­la­men­to er­ra­do, co­me­ça a pa­gar par­ce­la e con­ti­nua ir­re­gu­lar, por­que par­te do dé­bi­to fi­cou fora do acor­do. An­tes de ade­rir, o que pre­ci­sa es­tar cla­ro é em que es­tá­gio está cada com­pe­tên­cia em aber­to.

O que todo MEI pre­ci­sa sa­ber

O Mi­cro­em­pre­en­de­dor In­di­vi­du­al é o for­ma­to mais aces­sí­vel de for­ma­li­za­ção no Bra­sil, com cus­tos men­sais fi­xos e obri­ga­ções sim­pli­fi­ca­das. Mas essa sim­pli­ci­da­de não sig­ni­fi­ca que er­ros se­jam ino­fen­si­vos — pelo con­trá­rio, mui­tos MEIs per­dem be­ne­fí­ci­os ou pa­gam mul­tas des­ne­ces­sá­ri­as por fal­ta de ori­en­ta­ção.

Em São José do Rio Pre­to, onde mui­tos pro­fis­si­o­nais da cons­tru­ção ci­vil atu­am como MEI — pe­drei­ros, pin­to­res, ele­tri­cis­tas —, co­nhe­cer as re­gras é ain­da mais im­por­tan­te, pois o fa­tu­ra­men­to pode fa­cil­men­te ul­tra­pas­sar os li­mi­tes do en­qua­dra­men­to.

Pon­tos de aten­ção es­pe­cí­fi­cos

Fa­tu­ra­men­to anu­al li­mi­ta­do a R$ 81 mil, pro­por­ci­o­nal aos me­ses de ati­vi­da­de no ano de aber­tu­ra. Ex­ce­di­do em até 20%, o de­sen­qua­dra­men­to pro­duz efei­tos a par­tir de 1º de ja­nei­ro do ano se­guin­te; aci­ma de 20%, re­tro­a­ge a 1º de ja­nei­ro do ano em que ocor­reu o ex­ces­so, com tri­bu­ta­ção pelo Sim­ples Na­ci­o­nal so­bre todo o pe­rí­o­do

Ape­nas um fun­ci­o­ná­rio per­mi­ti­do, com sa­lá­rio mí­ni­mo ou piso da ca­te­go­ria

De­cla­ra­ção anu­al DASN-SI­MEI obri­ga­tó­ria até 31 de maio — e a omis­são man­tém a em­pre­sa ir­re­gu­lar mes­mo com to­dos os DAS pa­gos, além de ge­rar mul­ta pró­pria: par­ce­lar dé­bi­to não subs­ti­tui de­cla­ra­ção en­tre­gue

DAS men­sal de­vi­do mes­mo sem fa­tu­ra­men­to no mês — e o atra­so não fica só no va­lor da guia: a par­ce­la pre­vi­den­ci­á­ria em atra­so afe­ta a qua­li­da­de de se­gu­ra­do e a con­ta­gem para be­ne­fí­ci­os, o dé­bi­to tra­va cer­ti­dão ne­ga­ti­va e, man­ti­da a ina­dim­plên­cia, abre ca­mi­nho para ex­clu­são de ofí­cio do re­gi­me sim­pli­fi­ca­do, com efei­tos a par­tir do ano-ca­len­dá­rio se­guin­te

Quan­do o MEI dei­xa de ser a me­lhor op­ção

Se o fa­tu­ra­men­to está pró­xi­mo do li­mi­te, se há ne­ces­si­da­de de mais de um em­pre­ga­do ou se a ati­vi­da­de exi­ge nota com va­lo­res al­tos, a mi­gra­ção para ME pode fa­zer sen­ti­do — mas sem ilu­são so­bre o cus­to. No MEI o tri­bu­to é um va­lor fixo men­sal; na ME den­tro do Sim­ples Na­ci­o­nal ele pas­sa a ser um per­cen­tu­al so­bre a re­cei­ta, de­fi­ni­do pelo ane­xo da ati­vi­da­de e pela fai­xa de fa­tu­ra­men­to, e apa­re­cem obri­ga­ções aces­só­ri­as que o MEI não tem. Se com­pen­sa ou não de­pen­de do fa­tu­ra­men­to, da ati­vi­da­de, da fo­lha e da mar­gem de cada em­pre­sa.

A tran­si­ção do MEI para ME não é au­to­má­ti­ca — en­vol­ve al­te­ra­ção no ca­das­tro, pos­sí­vel mu­dan­ça de re­gi­me tri­bu­tá­rio e no­vas obri­ga­ções aces­só­ri­as. Um con­ta­dor pode pla­ne­jar a tran­si­ção e con­tro­lar os pra­zos de co­mu­ni­ca­ção do de­sen­qua­dra­men­to, re­du­zin­do o ris­co de in­ter­rup­ção nas ati­vi­da­des.

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Pró­xi­mo pas­so: fale com a gen­te

A For­tes Con­tro­la­do­ria é es­pe­ci­a­li­za­da em con­ta­bi­li­da­de para cons­tru­ção ci­vil em São José do Rio Pre­to. Acom­pa­nha cons­tru­to­ras, in­cor­po­ra­do­ras e em­prei­tei­ras nas re­gras pró­pri­as do se­tor. O que se apli­ca a cada em­pre­sa de­pen­de do en­qua­dra­men­to, da ati­vi­da­de e dos nú­me­ros dela.

Nada dis­so se re­sol­ve no chu­te: cada em­pre­sa tem um en­qua­dra­men­to, uma ati­vi­da­de e nú­me­ros pró­pri­os, e é isso que muda a res­pos­ta. Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Se você quer en­ten­der como isso se apli­ca ao seu caso es­pe­cí­fi­co, en­tre em con­ta­to pelo (17) 3203-2536 ou pelo nos­so What­sApp. A pri­mei­ra con­ver­sa é sem com­pro­mis­so.