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Gestao
22 de fevereiro de 2025Fortes Controladoria

Pró-labore: o que é e por que ele existe

Pró-labore: o que é e por que ele existe

Tem uma con­fu­são mui­to co­mum en­tre quem é dono de em­pre­sa. A pes­soa tra­ba­lha no pró­prio ne­gó­cio, tira di­nhei­ro dele todo mês e acha que está tudo cer­to. Daí o con­ta­dor per­gun­ta so­bre o pró-la­bo­re e vem aque­le si­lên­cio. "Pró o quê?" Acon­te­ce bas­tan­te, e não tem nada de ver­go­nho­so nis­so.

Pró-la­bo­re, em bom por­tu­guês, é a re­mu­ne­ra­ção do só­cio que tra­ba­lha na em­pre­sa. É o "sa­lá­rio" de quem está lá no dia a dia, to­can­do o ne­gó­cio. A ex­pres­são vem do la­tim e sig­ni­fi­ca algo como "pelo tra­ba­lho". E é jus­ta­men­te isso: o pa­ga­men­to pelo tra­ba­lho do só­cio, se­pa­ra­do do lu­cro que ele re­ce­be por ser dono.

Pró-la­bo­re não é a mes­ma coi­sa que lu­cro

Essa é a par­te que mais em­ba­ra­lha a ca­be­ça das pes­so­as. O só­cio pode re­ce­ber di­nhei­ro da em­pre­sa de duas for­mas di­fe­ren­tes. Uma é o pró-la­bo­re, que re­mu­ne­ra o tra­ba­lho dele. A ou­tra é a dis­tri­bu­i­ção de lu­cros, que re­mu­ne­ra o ca­pi­tal, o fato de ele ser pro­pri­e­tá­rio.

São coi­sas dis­tin­tas e têm tra­ta­men­to dis­tin­to. So­bre o pró-la­bo­re in­ci­de con­tri­bu­i­ção pre­vi­den­ci­á­ria e im­pos­to de ren­da na pes­soa fí­si­ca, den­tro das re­gras de cada um. Já a dis­tri­bu­i­ção de lu­cros, quan­do fei­ta de acor­do com a con­ta­bi­li­da­de e den­tro das con­di­ções pre­vis­tas em lei, tem um tra­ta­men­to tri­bu­tá­rio di­fe­ren­te. Mis­tu­rar as duas coi­sas, ou fin­gir que só exis­te lu­cro para não pa­gar o que é de­vi­do so­bre o tra­ba­lho, é onde mui­ta gen­te se en­ros­ca com o fis­co.

Por que vale a pena fa­zer cer­to

Tem quem ache que o pró-la­bo­re é só um cus­to a mais, uma obri­ga­ção cha­ta. Mas ele tem um lado que cos­tu­ma pas­sar ba­ti­do: ao re­co­lher a con­tri­bu­i­ção pre­vi­den­ci­á­ria so­bre o pró-la­bo­re, o só­cio está con­tri­bu­in­do para o pró­prio INSS. Isso con­ta para apo­sen­ta­do­ria, au­xí­lio por in­ca­pa­ci­da­de, e ou­tros di­rei­tos. Quem nun­ca for­ma­li­za nada che­ga lá na fren­te sem essa pro­te­ção.

En­tão não é só uma for­ma­li­da­de fis­cal. É tam­bém uma for­ma de o em­pre­en­de­dor cui­dar da pró­pria se­gu­ran­ça lá no fu­tu­ro.

E quan­to deve ser

Aqui não exis­te nú­me­ro má­gi­co, e des­con­fie de quem te der uma fór­mu­la úni­ca. O va­lor do pró-la­bo­re pre­ci­sa ter re­la­ção com o tra­ba­lho efe­ti­va­men­te exer­ci­do pelo só­cio e res­pei­tar os pa­râ­me­tros da le­gis­la­ção. De­fi­nir um va­lor bai­xo de­mais só para fu­gir de con­tri­bu­i­ção é um ca­mi­nho que cos­tu­ma cha­mar a aten­ção da fis­ca­li­za­ção. E um va­lor des­pro­por­ci­o­nal para cima tam­bém tem seus efei­tos.

O pon­to de equi­lí­brio de­pen­de da re­a­li­da­de da em­pre­sa, do re­gi­me tri­bu­tá­rio, da fun­ção do só­cio, do con­jun­to. É de­ci­são para to­mar com a con­ta­bi­li­da­de jun­to, olhan­do os nú­me­ros, não no chu­te.

Se você ain­da não de­fi­niu seu pró-la­bo­re ou des­con­fia que ele está mal ajus­ta­do, a equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria pode ana­li­sar seu caso. Nada dis­so se re­sol­ve no chu­te: cada em­pre­sa tem um en­qua­dra­men­to, uma ati­vi­da­de e nú­me­ros pró­pri­os, e é isso que muda a res­pos­ta. Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Es­ta­mos em São José do Rio Pre­to, no (17) 3203-2536 e no What­sApp. Cada si­tu­a­ção tem suas par­ti­cu­la­ri­da­des e me­re­ce um olhar in­di­vi­du­al.