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Tributacao
23 de março de 2026Fortes Controladoria

Reforma tributária na construção civil: ficou melhor ou pior?

Reforma tributária na construção civil: ficou melhor ou pior?

A res­pos­ta cur­ta: de­pen­de do tipo de ope­ra­ção que a sua cons­tru­to­ra faz

Se você é dono de cons­tru­to­ra ou in­cor­po­ra­do­ra, pro­va­vel­men­te já ou­viu de tudo: que a re­for­ma tri­bu­tá­ria vai des­tru­ir o se­tor, que vai ser óti­ma, que não muda nada. A ver­da­de, como qua­se tudo em tri­bu­ta­ção, está no meio — e va­ria con­for­me o per­fil da sua em­pre­sa.

En­tre cons­tru­to­ras de di­fe­ren­tes por­tes, a re­for­ma tri­bu­tá­ria tem ge­ra­do mui­ta con­fu­são. En­tão va­mos di­re­to ao pon­to: o que re­al­men­te muda, o que fica me­lhor, o que fica pior e, prin­ci­pal­men­te, o que você pre­ci­sa fa­zer ago­ra.

O que está acon­te­cen­do, sem ju­ri­di­quês

A re­for­ma tri­bu­tá­ria apro­va­da pela Emen­da Cons­ti­tu­ci­o­nal 132/2023 e re­gu­la­men­ta­da pela Lei Com­ple­men­tar 214/2025 tro­ca PIS, CO­FINS, ICMS e ISS pela CBS (fe­de­ral) e pelo IBS (es­ta­du­al/mu­ni­ci­pal), que jun­tos for­mam o cha­ma­do IVA dual. Dois pon­tos cos­tu­mam ser re­pe­ti­dos er­ra­do. O pri­mei­ro: o IPI não é ex­tin­to — a par­tir de 2027 suas alí­quo­tas são re­du­zi­das a zero, ex­ce­to para os pro­du­tos que te­nham in­dus­tri­a­li­za­ção in­cen­ti­va­da na Zona Fran­ca de Ma­naus. O se­gun­do: além do IVA dual, a re­for­ma cri­ou um ter­cei­ro tri­bu­to, o Im­pos­to Se­le­ti­vo, que in­ci­de so­bre bens e ser­vi­ços pre­ju­di­ci­ais à sa­ú­de ou ao meio am­bi­en­te, en­tre eles os bens mi­ne­rais ex­tra­í­dos.

Para a cons­tru­ção ci­vil, a mu­dan­ça é es­tru­tu­ral. Hoje, de­pen­den­do do re­gi­me tri­bu­tá­rio, uma cons­tru­to­ra con­vi­ve com uma col­cha de re­ta­lhos: ISS so­bre ser­vi­ço, ICMS so­bre ma­te­ri­al quan­do com­pra, PIS e CO­FINS cu­mu­la­ti­vos ou não cu­mu­la­ti­vos, e por aí vai. A pro­mes­sa do novo sis­te­ma é sim­pli­fi­car isso.

Mas sim­pli­fi­car não sig­ni­fi­ca ne­ces­sa­ri­a­men­te pa­gar me­nos. E é aí que mora o pro­ble­ma — ou a opor­tu­ni­da­de.

A alí­quo­ta as­sus­ta. Mas ela con­ta só me­ta­de da his­tó­ria.

Con­vém en­ten­der o que são os 26,5% de que todo mun­do fala: eles não são um teto que se­gu­ra a alí­quo­ta. A lei pre­vê que, se a ava­li­a­ção pe­ri­ó­di­ca do sis­te­ma apon­tar soma su­pe­ri­or a esse pa­ta­mar, o Exe­cu­ti­vo terá de le­var ao Con­gres­so um pro­je­to pro­pon­do me­di­das para re­du­zi-lo — é ga­ti­lho de re­vi­são, e a pri­mei­ra ava­li­a­ção só acon­te­ce na pró­xi­ma dé­ca­da. En­quan­to isso as pro­je­ções já cor­rem aci­ma dele: para es­ti­mar a ar­re­ca­da­ção de 2027, o Co­mi­tê Ges­tor do IBS tra­ba­lhou com soma per­to de 28% en­tre IBS e CBS. Isso é pre­mis­sa de cál­cu­lo, não alí­quo­ta a pa­gar. As alí­quo­tas de re­fe­rên­cia de ver­da­de saem por re­so­lu­ção do Se­na­do Fe­de­ral, e a da CBS para 2027 ain­da sai nes­te ano — ou seja, quem está or­çan­do obra hoje tra­ba­lha com nú­me­ro pro­vi­só­rio e vai pre­ci­sar re­fa­zer a con­ta quan­do o Se­na­do pu­bli­car. De todo modo, o que muda a con­ta não é a alí­quo­ta no­mi­nal, e sim a não cu­mu­la­ti­vi­da­de ple­na: cada in­su­mo tri­bu­ta­do pas­sa a ge­rar cré­di­to, e é o peso dos in­su­mos na sua obra que de­ci­de se a car­ga sobe ou des­ce.

Na prá­ti­ca, isso sig­ni­fi­ca que cada eta­pa da ca­deia gera cré­di­to para a eta­pa se­guin­te. Quan­do sua cons­tru­to­ra com­pra ci­men­to, aço, ti­jo­los, con­tra­ta fre­te, alu­ga equi­pa­men­to — tudo isso gera cré­di­to tri­bu­tá­rio que aba­te o im­pos­to de­vi­do no fi­nal.

Pen­se as­sim: se no re­gi­me atu­al sua cons­tru­to­ra paga ISS so­bre o ser­vi­ço e não con­se­gue des­con­tar o ICMS que já veio em­bu­ti­do no ma­te­ri­al, exis­te um cus­to ocul­to. É o tal do "im­pos­to so­bre im­pos­to" que cor­rói sua mar­gem sem você per­ce­ber. O novo sis­te­ma, em tese, eli­mi­na essa so­bre­po­si­ção.

O pon­to é: quan­to mais in­su­mos tri­bu­ta­dos sua cons­tru­to­ra com­pra, mais cré­di­tos acu­mu­la, e me­nor ten­de a ser a car­ga efe­ti­va. Para quem tra­ba­lha com obras pe­sa­das em ma­te­ri­al (edi­fi­ca­ções re­si­den­ci­ais e co­mer­ci­ais de gran­de por­te, por exem­plo), isso pode ser van­ta­jo­so. Com uma res­sal­va que li­mi­ta essa ló­gi­ca: o Im­pos­to Se­le­ti­vo in­ci­de uma úni­ca vez so­bre a ex­tra­ção de bem mi­ne­ral, e a lis­ta da lei al­can­ça o mi­né­rio de fer­ro — ori­gem do aço — além do car­vão mi­ne­ral, do pe­tró­leo bru­to e do gás de pe­tró­leo, que pe­sam no trans­por­te e na ener­gia da obra. So­bre esse tri­bu­to a lei veda o apro­vei­ta­men­to de cré­di­to, para trás ou para fren­te, e ain­da as­sim ele en­tra na base de cál­cu­lo do IBS e da CBS. Na prá­ti­ca, essa par­ce­la che­ga à obra como cus­to puro, em­bu­ti­da no pre­ço do aço, do com­bus­tí­vel e da ener­gia. A alí­quo­ta so­bre o bem mi­ne­ral ex­tra­í­do é bai­xa — a lei a li­mi­ta a 0,25% —, mas o que pesa no or­ça­men­to não é o per­cen­tu­al em si, e sim o fato de que ele não vol­ta em cré­di­to ne­nhum. Ci­men­to, areia e bri­ta não es­tão nes­sa lis­ta.

Onde a cons­tru­ção ci­vil re­ce­beu tra­ta­men­to es­pe­ci­al

A LC 214/2025 re­co­nhe­ceu que al­guns se­to­res pre­ci­sa­vam de re­gras di­fe­ren­ci­a­das. A cons­tru­ção ci­vil en­trou nes­se pa­co­te em dois pon­tos re­le­van­tes:

Re­du­ção de 50% na alí­quo­ta — in­clu­si­ve nos ser­vi­ços de cons­tru­ção ci­vil (e 70% na lo­ca­ção)

O re­gi­me es­pe­cí­fi­co de bens imó­veis al­can­ça cin­co ope­ra­ções: a ven­da do imó­vel, in­clu­si­ve a que de­cor­re de in­cor­po­ra­ção e de par­ce­la­men­to do solo; a ces­são e os atos one­ro­sos que trans­fe­rem ou cons­ti­tu­em di­rei­tos re­ais; a lo­ca­ção, a ces­são one­ro­sa e o ar­ren­da­men­to; os ser­vi­ços de ad­mi­nis­tra­ção e in­ter­me­di­a­ção; e — este é o pon­to que cos­tu­ma pas­sar ba­ti­do — os ser­vi­ços de cons­tru­ção ci­vil. A re­du­ção de 50% é das alí­quo­tas das ope­ra­ções des­se re­gi­me, sem dis­tin­guir en­tre elas, de modo que o ser­vi­ço de cons­tru­ção ci­vil tam­bém en­tra nela; só a lo­ca­ção, a ces­são one­ro­sa e o ar­ren­da­men­to de imó­vel têm re­du­tor mai­or, de 70%. O que a lei não faz é di­zer o que con­ta como ser­vi­ço de cons­tru­ção ci­vil, e é aí que cada con­tra­to pre­ci­sa ser olha­do: o mes­mo can­tei­ro pode abri­gar con­tra­to que en­tra no re­gi­me e con­tra­to que não en­tra, com efei­to di­re­to no pre­ço. E, como a alí­quo­ta de re­fe­rên­cia ain­da será fi­xa­da pelo Se­na­do, a alí­quo­ta efe­ti­va de cada ope­ra­ção não dá para cra­var hoje.

A alí­quo­ta re­du­zi­da do re­gi­me es­pe­cí­fi­co de bens imó­veis não im­pe­de a apro­pri­a­ção de cré­di­tos: a LC 214/2025 as­se­gu­ra ao con­tri­bu­in­te o cré­di­to de IBS e CBS so­bre as aqui­si­ções vin­cu­la­das à ati­vi­da­de, e per­mi­te ao ad­qui­ren­te pes­soa ju­rí­di­ca cre­di­tar o va­lor des­ta­ca­do no do­cu­men­to fis­cal. O que muda a con­ta são o re­du­tor de ajus­te e o re­du­tor so­ci­al, que atu­am so­bre a base de cál­cu­lo. Se o sal­do é po­si­ti­vo para a sua em­pre­sa de­pen­de do mix de re­cei­tas e da com­po­si­ção de cus­tos — é pre­ci­so si­mu­lar com os nú­me­ros re­ais da ope­ra­ção, não dá para ge­ne­ra­li­zar.

Re­du­tor so­ci­al no va­lor da base de cál­cu­lo

Para ven­da de imó­veis re­si­den­ci­ais no­vos, exis­te um re­du­tor so­ci­al apli­cá­vel so­bre a base de cál­cu­lo. Ele fun­ci­o­na como um "des­con­to" fixo por uni­da­de ven­di­da, fa­vo­re­cen­do es­pe­ci­al­men­te quem tra­ba­lha com ha­bi­ta­ção po­pu­lar. Quan­to me­nor o va­lor do imó­vel em re­la­ção ao re­du­tor, mai­or o im­pac­to pro­por­ci­o­nal no im­pos­to.

O re­du­tor so­ci­al é de R$ 100 mil por imó­vel re­si­den­ci­al novo, de­du­tí­vel uma úni­ca vez por imó­vel e cor­ri­gi­do pela in­fla­ção, com va­lor pró­prio, me­nor, para o lote re­si­den­ci­al. Para in­cor­po­ra­do­ras do seg­men­to eco­nô­mi­co, como as do Mi­nha Casa Mi­nha Vida, o peso pro­por­ci­o­nal des­se des­con­to é gran­de. Só que ele não se soma ao RET: quem opta pelo re­gi­me es­pe­ci­al da in­cor­po­ra­ção fica im­pe­di­do de de­du­zir o re­du­tor de ajus­te e o re­du­tor so­ci­al e não se apro­pria de cré­di­tos de IBS e CBS nas aqui­si­ções da­que­la in­cor­po­ra­ção afe­ta­da. São ca­mi­nhos al­ter­na­ti­vos — a es­co­lha é de um ou de ou­tro, e vale para toda aque­la in­cor­po­ra­ção. Por isso ela pre­ci­sa ser de­ci­di­da com o or­ça­men­to da obra na mão, e não de­pois que a obra já está ven­den­do.

Quem ten­de a ga­nhar com a mu­dan­ça

O per­fil de cons­tru­to­ra que ten­de a se be­ne­fi­ci­ar re­ú­ne al­gu­mas ca­rac­te­rís­ti­cas:

Em­pre­sas no Lu­cro Pre­su­mi­do que com­pram mui­to ma­te­ri­al. Hoje, quem está no Pre­su­mi­do paga PIS e CO­FINS cu­mu­la­ti­vos — ou seja, não des­con­ta nada dos in­su­mos. Com o IVA não cu­mu­la­ti­vo, es­ses cré­di­tos pas­sam a exis­tir. Se a sua obra tem par­ti­ci­pa­ção alta de ma­te­ri­ais (es­tru­tu­ra, aca­ba­men­to, ins­ta­la­ções), o sal­do pode me­lho­rar.

In­cor­po­ra­do­ras de mé­dio e gran­de por­te que já têm ope­ra­ções com­ple­xas e hoje so­frem com a in­ci­dên­cia si­mul­tâ­nea de vá­ri­os tri­bu­tos sem pos­si­bi­li­da­de de com­pen­sa­ção cru­za­da.

Vale de­ta­lhar esse per­fil.

In­cor­po­ra­do­ra no Lu­cro Pre­su­mi­do

Para a in­cor­po­ra­do­ra no Lu­cro Pre­su­mi­do, o que muda de fato é a ori­gem do re­sul­ta­do. An­tes de com­pa­rar, po­rém, é pre­ci­so acer­tar o re­tra­to de hoje, por­que a in­cor­po­ra­do­ra tí­pi­ca não paga tudo o que se cos­tu­ma lis­tar. Na in­cor­po­ra­ção di­re­ta — cons­tru­ção em ter­re­no pró­prio, por con­ta e ris­co do in­cor­po­ra­dor, para ven­da — a ju­ris­pru­dên­cia do STJ é no sen­ti­do de que não há pres­ta­ção de ser­vi­ço a ter­cei­ro, o que afas­ta a co­bran­ça de ISS; ain­da as­sim há mu­ni­cí­pio que exi­ge, e o que de­ci­de é como o ne­gó­cio está mon­ta­do no pa­pel. E a in­cor­po­ra­ção com pa­tri­mô­nio de afe­ta­ção que op­tou pelo RET re­co­lhe por per­cen­tu­al uni­fi­ca­do so­bre a re­cei­ta re­ce­bi­da, não pe­las re­gras ge­rais do Pre­su­mi­do. O re­tra­to abai­xo é, por­tan­to, o da in­cor­po­ra­do­ra fora do RET e com re­cei­ta de ser­vi­ço tri­bu­ta­da pelo mu­ni­cí­pio. No novo sis­te­ma, a ope­ra­ção com bem imó­vel en­tra com a alí­quo­ta re­du­zi­da em 50% e pas­sam a exis­tir cré­di­tos so­bre as aqui­si­ções tri­bu­ta­das. Se o sal­do me­lho­ra ou pi­o­ra de­pen­de do en­qua­dra­men­to, do peso dos in­su­mos tri­bu­ta­dos no cus­to da obra e das re­gras de cré­di­to do re­gi­me es­pe­cí­fi­co de bens imó­veis.

Ce­ná­rio atu­al (sim­pli­fi­ca­do e ilus­tra­ti­vo):

ISS: de 2% a 5% con­for­me o mu­ni­cí­pio, e ape­nas quan­do há efe­ti­va pres­ta­ção de ser­vi­ço a ter­cei­ro — na in­cor­po­ra­ção di­re­ta, em ter­re­no pró­prio e por con­ta e ris­co do in­cor­po­ra­dor, a ju­ris­pru­dên­cia do STJ é con­trá­ria à co­bran­ça, o que não im­pe­de o mu­ni­cí­pio de exi­gir e faz do de­se­nho do con­tra­to o pon­to a olhar

PIS e CO­FINS cu­mu­la­ti­vos: 3,65% so­bre a re­cei­ta

IRPJ e CSLL cal­cu­la­dos so­bre base pre­su­mi­da, cujo per­cen­tu­al muda con­for­me a ati­vi­da­de da em­pre­sa

Ne­nhum cré­di­to tri­bu­tá­rio apro­vei­ta­do so­bre os in­su­mos ad­qui­ri­dos

A car­ga efe­ti­va va­ria con­for­me o mu­ni­cí­pio e a com­po­si­ção da re­cei­ta — e, em qual­quer hi­pó­te­se, não há aba­ti­men­to dos tri­bu­tos que já vi­e­ram em­bu­ti­dos nos in­su­mos.

Ce­ná­rio novo (ilus­tra­ti­vo — a alí­quo­ta efe­ti­va só será co­nhe­ci­da quan­do o Se­na­do Fe­de­ral fi­xar as alí­quo­tas de re­fe­rên­cia; a pro­je­ção com que o Co­mi­tê Ges­tor do IBS tra­ba­lhou para 2027 soma per­to de 28% en­tre IBS e CBS):

IBS + CBS in­ci­din­do so­bre a ven­da do imó­vel, com o re­du­tor de 50% do re­gi­me es­pe­cí­fi­co de bens imó­veis

Cré­di­tos so­bre os in­su­mos tri­bu­ta­dos ad­qui­ri­dos, pro­por­ci­o­nais às res­tri­ções do re­gi­me

Re­du­tor so­ci­al de­du­tí­vel da base, se os imó­veis se en­qua­dra­rem nos li­mi­tes da lei — e des­de que a in­cor­po­ra­ção não es­te­ja no RET, que veda essa de­du­ção

Mes­mo com alí­quo­ta no­mi­nal mais alta, os cré­di­tos re­du­zem o va­lor efe­ti­va­men­te pago. Se a car­ga lí­qui­da fica aci­ma, abai­xo ou pró­xi­ma da atu­al não é pos­sí­vel cra­var em tese: de­pen­de do peso dos in­su­mos tri­bu­ta­dos no cus­to da obra e das re­gras de cré­di­to apli­cá­veis ao re­gi­me es­pe­cí­fi­co de bens imó­veis.

Gestor de construtora analisando planejamento financeiro após reforma tributária

Foto: Paweł L. / Pe­xels

Quem ten­de a per­der — ou pelo me­nos sen­tir mais

Nem todo mun­do sai ga­nhan­do. Al­guns per­fis li­gam o si­nal de aler­ta:

Em­pre­sas pe­que­nas no Sim­ples Na­ci­o­nal. Quem está no Sim­ples con­ti­nua po­den­do op­tar por esse re­gi­me. O ad­qui­ren­te do re­gi­me re­gu­lar que com­pra de for­ne­ce­dor do Sim­ples se cre­di­ta de IBS e CBS em va­lor equi­va­len­te ao des­ses tri­bu­tos em­bu­ti­do no DAS pago pelo for­ne­ce­dor — é um cré­di­to me­nor que o da ca­deia re­gu­lar, não a au­sên­cia de cré­di­to. É daí que vem o ris­co con­cre­to: quan­do o cli­en­te é pes­soa ju­rí­di­ca do re­gi­me re­gu­lar, ele pas­sa a com­pa­rar dois for­ne­ce­do­res pelo cré­di­to que cada um de­vol­ve, e o do Sim­ples de­vol­ve me­nos. Isso pres­si­o­na pre­ço e pode cus­tar con­tra­to — per­da de com­pe­ti­ti­vi­da­de, não au­men­to di­re­to de im­pos­to. Para esse caso a lei abriu uma sa­í­da: o op­tan­te pode per­ma­ne­cer no Sim­ples e apu­rar IBS e CBS pelo re­gi­me re­gu­lar, fora da guia úni­ca, ge­ran­do cré­di­to in­te­gral ao com­pra­dor.

E essa op­ção tem data. Ela é se­mes­tral: vale para os se­mes­tres ini­ci­a­dos em ja­nei­ro e ju­lho e é exer­ci­da no mês de se­tem­bro ou de mar­ço ime­di­a­ta­men­te an­te­ri­or a cada se­mes­tre — re­gra que a LC 227/2026 aco­mo­dou den­tro do Sim­ples Na­ci­o­nal. Para pro­du­zir efei­to já em 1º de ja­nei­ro de 2027, por­tan­to, a op­ção pre­ci­sa ser fei­ta em se­tem­bro de 2026. Quem per­der essa ja­ne­la só tem nova chan­ce em mar­ço de 2027, com efei­to a par­tir de ju­lho — ou seja, atra­ves­sa o pri­mei­ro se­mes­tre da CBS de­vol­ven­do ao cli­en­te um cré­di­to me­nor do que o con­cor­ren­te do re­gi­me re­gu­lar de­vol­ve. Se essa tro­ca com­pen­sa de­pen­de de quem são os seus cli­en­tes: para quem ven­de a pes­soa fí­si­ca, ela pode não fa­zer di­fe­ren­ça ne­nhu­ma.

Pres­ta­do­res de ser­vi­ço puro com pou­cos in­su­mos tri­bu­ta­dos. Se a sua em­pre­sa ba­si­ca­men­te ven­de mão de obra — em­prei­tei­ras de mão de obra, por exem­plo — os cré­di­tos de in­su­mos são bai­xos, por­que sa­lá­rio e en­car­go não ge­ram cré­di­to de IBS e CBS. O ser­vi­ço de cons­tru­ção ci­vil en­tra no re­gi­me es­pe­cí­fi­co de bens imó­veis e tem a alí­quo­ta re­du­zi­da em 50%, o que ame­ni­za a con­ta; ain­da as­sim, é so­bre o va­lor do ser­vi­ço que ela in­ci­de, e há pou­co a aba­ter.

Em­prei­tei­ra de mão de obra

Na em­prei­tei­ra de mão de obra o cus­to é pre­do­mi­nan­te­men­te fo­lha de pa­ga­men­to, com pou­cos in­su­mos tri­bu­ta­dos — fer­ra­men­tas, EPI, trans­por­te.

Ce­ná­rio atu­al (ilus­tra­ti­vo):

ISS de 2% a 5% so­bre a re­cei­ta de ser­vi­ços, con­for­me o mu­ni­cí­pio

PIS e CO­FINS cu­mu­la­ti­vos: 3,65% so­bre a re­cei­ta

IRPJ e CSLL so­bre base pre­su­mi­da, em per­cen­tu­al que va­ria con­for­me a ati­vi­da­de

Ce­ná­rio novo (ilus­tra­ti­vo):

IBS + CBS so­bre o va­lor do ser­vi­ço, com a alí­quo­ta re­du­zi­da em 50% por se tra­tar de ser­vi­ço de cons­tru­ção ci­vil

Cré­di­tos li­mi­ta­dos aos pou­cos in­su­mos tri­bu­ta­dos (fer­ra­men­tas, EPI, trans­por­te)

Fo­lha de pa­ga­men­to não gera cré­di­to no IVA

Para esse per­fil, a con­ta pode fi­car mais cara mes­mo com a re­du­ção de 50%, por­que o que pesa no cus­to — fo­lha e en­car­gos — não gera cré­di­to. E há uma tra­va es­pe­cí­fi­ca que de­ci­de mui­to caso: quan­do o ser­vi­ço de cons­tru­ção ci­vil é pres­ta­do com for­ne­ci­men­to de ma­te­ri­al a quem não é con­tri­bu­in­te do re­gi­me re­gu­lar, o cré­di­to dos ma­te­ri­ais só pode ser apro­vei­ta­do até o li­mi­te do dé­bi­to do pró­prio ser­vi­ço, e o que pas­sa dis­so se per­de. A lei pre­vê ex­ce­ção para o ser­vi­ço pres­ta­do a ór­gãos da ad­mi­nis­tra­ção pú­bli­ca di­re­ta, au­tar­qui­as e fun­da­ções pú­bli­cas, mas o al­can­ce dela de­pen­de de quem exa­ta­men­te é o con­tra­tan­te. Quem ven­de mão de obra com ma­te­ri­al em­bu­ti­do pre­ci­sa me­dir isso con­tra­to a con­tra­to, an­tes de fe­char o pre­ço — é aí que a mar­gem some, e ela some de­pois que o con­tra­to já está as­si­na­do.

O pe­rí­o­do de tran­si­ção: 2027 co­me­ça em me­nos de cin­co me­ses

A fase de tes­te está em cur­so: ao lon­go de 2026 a CBS e o IBS vêm in­ci­din­do a alí­quo­tas sim­bó­li­cas, com o va­lor re­co­lhi­do com­pen­sá­vel com PIS e CO­FINS e o re­co­lhi­men­to dis­pen­sa­do de quem cum­pre cor­re­ta­men­te as obri­ga­ções aces­só­ri­as. O mar­co que aper­ta é 1º de ja­nei­ro de 2027: nes­sa data a CBS pas­sa a ser co­bra­da pela alí­quo­ta de re­fe­rên­cia e PIS e CO­FINS são ex­tin­tos — ou seja, aque­les 3,65% que apa­re­cem no re­tra­to de hoje dei­xam de exis­tir em me­nos de cin­co me­ses, e o que en­tra no lu­gar ain­da não tem nú­me­ro fe­cha­do. O IBS, esse sim, se­gue sim­bó­li­co em 2027 e 2028. ICMS e ISS só co­me­çam a ser re­du­zi­dos em 2029, es­ca­lo­na­da­men­te até 2032, e são ex­tin­tos em 2033. Quem orça obra plu­ri­a­nu­al pre­ci­sa sa­ber em qual des­ses de­graus cada me­di­ção vai cair, por­que o pre­ço fe­cha­do hoje será fa­tu­ra­do sob re­gra di­fe­ren­te.

Isso pa­re­ce dis­tan­te? Não é. Os con­tra­tos de cons­tru­ção que você as­si­na hoje fre­quen­te­men­te du­ram 3, 4, 5 anos. Um con­tra­to de em­prei­ta­da fe­cha­do ago­ra atra­ves­sa in­tei­ro o pe­rí­o­do de tran­si­ção, e já nas­ce cru­zan­do a vi­ra­da de 2027. A per­gun­ta que você pre­ci­sa se fa­zer: quem ab­sor­ve o im­pac­to tri­bu­tá­rio se a car­ga mu­dar no meio da obra?

Aqui a re­gra muda con­for­me o cli­en­te, e a di­fe­ren­ça vale di­nhei­ro. No con­tra­to pri­va­do vale o que es­ti­ver es­cri­to: a lei dei­xou os con­tra­tos en­tre par­ti­cu­la­res fora do re­gi­me de re­e­qui­lí­brio, de modo que, sem cláu­su­la de re­pas­se, o au­men­to fica com a cons­tru­to­ra — e por isso con­tra­to novo que atra­ves­sa 2027 de­ve­ria nas­cer com cláu­su­la es­pe­cí­fi­ca so­bre al­te­ra­ção tri­bu­tá­ria. Já no con­tra­to com a ad­mi­nis­tra­ção pú­bli­ca, di­re­ta ou in­di­re­ta, de qual­quer ente, in­clu­si­ve con­ces­sões, a pró­pria lei man­da ajus­tar para res­ta­be­le­cer o equi­lí­brio eco­nô­mi­co-fi­nan­cei­ro sem­pre que com­pro­va­do o de­se­qui­lí­brio de­cor­ren­te da ins­ti­tu­i­ção do IBS e da CBS, e isso in­de­pen­de de ha­ver cláu­su­la. Em obra pú­bli­ca, por­tan­to, o di­rei­to exis­te por lei — mas quem não pro­to­co­la o pe­di­do não re­ce­be, e o que se dei­xa pas­sar não vol­ta de­pois.

O pe­di­do cor­re em pro­ce­di­men­to pró­prio e pri­o­ri­tá­rio e pre­ci­sa vir ins­tru­í­do com o cál­cu­lo que com­pro­ve o de­se­qui­lí­brio — não bas­ta ale­gar que o tri­bu­to mu­dou. E ele tem hora: é for­mu­la­do du­ran­te a vi­gên­cia do con­tra­to e an­tes de even­tu­al pror­ro­ga­ção, o que na prá­ti­ca sig­ni­fi­ca que a cons­tru­to­ra pre­ci­sa ter o cus­to me­di­do an­tes de re­no­var, e não de­pois. A re­vi­são é si­mé­tri­ca, en­tão se a car­ga cair a Ad­mi­nis­tra­ção re­vi­sa em fa­vor do erá­rio. Para os anos de tran­si­ção, o Se­na­do Fe­de­ral ain­da fixa um re­du­tor so­bre as alí­quo­tas de IBS e CBS nas ope­ra­ções con­tra­ta­das por ór­gãos da ad­mi­nis­tra­ção pú­bli­ca di­re­ta, au­tar­qui­as e fun­da­ções pú­bli­cas.

O RET so­bre­vi­ve — e isso é uma boa no­tí­cia para in­cor­po­ra­do­res

O Re­gi­me Es­pe­ci­al de Tri­bu­ta­ção da in­cor­po­ra­ção imo­bi­li­á­ria (RET), ins­ti­tu­í­do pela Lei 10.931/2004, foi pre­ser­va­do, mas com pra­zo. Per­ma­ne­cem no re­gi­me as in­cor­po­ra­ções cujo pa­tri­mô­nio de afe­ta­ção te­nha sido ins­ti­tu­í­do e cuja op­ção pelo RET te­nha sido for­ma­li­za­da até 31 de de­zem­bro de 2028 — e, nes­se caso, o re­gi­me vale até o re­ce­bi­men­to in­te­gral das ven­das de to­das as uni­da­des do me­mo­ri­al de in­cor­po­ra­ção, in­de­pen­den­te­men­te da data em que fo­rem co­mer­ci­a­li­za­das. A par­tir de 1º de ja­nei­ro de 2029 não há nova op­ção pelo RET. Quem pre­ten­de usar o re­gi­me pre­ci­sa di­men­si­o­nar o cro­no­gra­ma de re­gis­tro da afe­ta­ção con­si­de­ran­do essa data.

Para os pro­je­tos de in­te­res­se so­ci­al do Mi­nha Casa Mi­nha Vida, o per­cen­tu­al re­du­zi­do do RET foi man­ti­do. Mas aten­ção ao pre­ço da op­ção, que é o que de­ci­de a con­ta: quem en­tra no RET fica ve­da­do de se apro­pri­ar de cré­di­tos de IBS e CBS nas aqui­si­ções des­ti­na­das àque­la in­cor­po­ra­ção afe­ta­da e im­pe­di­do de de­du­zir o re­du­tor de ajus­te e o re­du­tor so­ci­al na ven­da das uni­da­des. Não exis­te or­çar o per­cen­tu­al do RET e ain­da des­con­tar o re­du­tor so­ci­al da base — é um ou ou­tro, e a es­co­lha é por in­cor­po­ra­ção.

A ques­tão pas­sa a ser: vale mais a pena fi­car no RET ou mi­grar para o re­gi­me ge­ral do IVA com os cré­di­tos? Essa con­ta é in­di­vi­du­al — de­pen­de da mar­gem da obra, do cus­to de cons­tru­ção e do pre­ço de ven­da.

O que fa­zer ago­ra — três mo­vi­men­tos prá­ti­cos

Em vez de es­pe­rar a po­ei­ra bai­xar, re­co­men­da­mos três ações con­cre­tas:

Pri­mei­ro, raio-x dos con­tra­tos vi­gen­tes e fu­tu­ros. Re­vi­se to­dos os con­tra­tos de em­prei­ta­da, in­cor­po­ra­ção e pres­ta­ção de ser­vi­ço que al­can­cem 2027. Nos con­tra­tos pri­va­dos, in­clua ou re­ne­go­cie cláu­su­la de ajus­te tri­bu­tá­rio. Nos con­tra­tos com a ad­mi­nis­tra­ção pú­bli­ca, le­van­te des­de já os ele­men­tos de cál­cu­lo do de­se­qui­lí­brio, por­que o pe­di­do de re­com­po­si­ção pre­ci­sa ser for­mu­la­do du­ran­te a vi­gên­cia do con­tra­to e an­tes de even­tu­al pror­ro­ga­ção.

Se­gun­do, si­mu­la­ção tri­bu­tá­ria com­pa­ra­ti­va. Com os da­dos re­ais da sua em­pre­sa — fa­tu­ra­men­to, cus­tos, com­po­si­ção de in­su­mos, re­gi­me atu­al — é pos­sí­vel pro­je­tar ce­ná­ri­os no IVA e com­pa­rá-los com a car­ga de hoje. Não é um exer­cí­cio aca­dê­mi­co: é o que vai em­ba­sar a de­ci­são de re­gi­me tri­bu­tá­rio nos pró­xi­mos anos.

Ter­cei­ro, or­ga­ni­za­ção fis­cal dos in­su­mos. No IVA, cré­di­to só exis­te com do­cu­men­to fis­cal idô­neo. Se a sua ca­deia de su­pri­men­tos tem in­for­ma­li­da­de — nota por fora, for­ne­ce­dor sem CNPJ, com­pra sem do­cu­men­to — isso vai cus­tar caro. Cada real de in­su­mo sem nota é cré­di­to per­di­do.

A re­for­ma é boa ou ruim para a cons­tru­ção ci­vil?

De­pen­de de para quem você per­gun­ta. Para in­cor­po­ra­do­ras com ope­ra­ção for­ma­li­za­da e alto vo­lu­me de com­pras tri­bu­ta­das, ten­de a ser neu­tra ou po­si­ti­va. Para em­prei­tei­ras de mão de obra e em­pre­sas pe­que­nas com pou­co in­su­mo tri­bu­ta­do, o ris­co de au­men­to de car­ga é real mes­mo com a re­du­ção de 50% que a lei deu aos ser­vi­ços de cons­tru­ção ci­vil — por­que o que pesa nes­sas em­pre­sas é a fo­lha, e fo­lha não gera cré­di­to.

O que não dá é para tra­tar o se­tor in­tei­ro como um blo­co úni­co. Cons­tru­to­ra que faz pré­dio de 20 an­da­res em São Pau­lo tem re­a­li­da­de com­ple­ta­men­te di­fe­ren­te de em­prei­tei­ro que toca obra re­si­den­ci­al no in­te­ri­or com cin­co fun­ci­o­ná­ri­os. A re­for­ma atin­ge cada um de um jei­to.

Não exis­te res­pos­ta ge­né­ri­ca para o se­tor: exis­te aná­li­se caso a caso, que de­pen­de do en­qua­dra­men­to, da ati­vi­da­de e dos nú­me­ros de cada em­pre­sa. Quan­to mais cedo o re­gi­me e os con­tra­tos fo­rem re­vis­tos, mais mar­gem de ajus­te a em­pre­sa pre­ser­va an­tes de a tran­si­ção avan­çar.

Em re­su­mo

A re­for­ma subs­ti­tui PIS, CO­FINS, ICMS e ISS pelo IVA dual (CBS + IBS) e cria um ter­cei­ro tri­bu­to, o Im­pos­to Se­le­ti­vo, que não gera cré­di­to; o IPI não é ex­tin­to, tem alí­quo­ta re­du­zi­da a zero a par­tir de 2027, ex­ce­to para os pro­du­tos com in­dus­tri­a­li­za­ção in­cen­ti­va­da na Zona Fran­ca de Ma­naus. PIS e CO­FINS aca­bam em 1º de ja­nei­ro de 2027; ICMS e ISS, só em 2033

O re­gi­me es­pe­cí­fi­co de bens imó­veis re­duz a alí­quo­ta em 50% — e al­can­ça tam­bém os ser­vi­ços de cons­tru­ção ci­vil, não só a ven­da de imó­vel (70% na lo­ca­ção), além do re­du­tor de ajus­te e do re­du­tor so­ci­al so­bre a base de cál­cu­lo

Cons­tru­to­ras com alto cus­to de ma­te­ri­ais ten­dem a se be­ne­fi­ci­ar do sis­te­ma de cré­di­tos; pres­ta­do­ras de ser­vi­ço com fo­lha pe­sa­da po­dem pa­gar mais — e o op­tan­te do Sim­ples que qui­ser apu­rar IBS e CBS pelo re­gi­me re­gu­lar a par­tir de 2027 pre­ci­sa exer­cer a op­ção em se­tem­bro de 2026

Em con­tra­to pri­va­do que al­can­ça 2027, sem cláu­su­la de re­e­qui­lí­brio o ris­co é da cons­tru­to­ra; em con­tra­to com a ad­mi­nis­tra­ção pú­bli­ca, a re­com­po­si­ção é de­vi­da por lei mes­mo sem cláu­su­la, mas de­pen­de de pe­di­do pro­to­co­la­do du­ran­te a vi­gên­cia do con­tra­to

O RET con­ti­nua exis­tin­do para in­cor­po­ra­ções com pa­tri­mô­nio de afe­ta­ção, mas é ex­clu­den­te: quem opta por ele abre mão dos cré­di­tos de IBS e CBS e dos re­du­to­res de ajus­te e so­ci­al

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O que vale para uma em­pre­sa não vale para a vi­zi­nha, e o de­ta­lhe que de­ci­de cos­tu­ma es­tar no con­tra­to, na ati­vi­da­de ou no en­qua­dra­men­to. An­tes de se­guir, pro­cu­re um pro­fis­si­o­nal que pos­sa olhar isso com os seus nú­me­ros na mão. Quer en­ten­der como a re­for­ma tri­bu­tá­ria im­pac­ta es­pe­ci­fi­ca­men­te a sua cons­tru­to­ra? Fa­ze­mos si­mu­la­ções com­pa­ra­ti­vas com os da­dos re­ais da sua ope­ra­ção. Fale com a nos­sa equi­pe: (17) 3203-2536 ou [What­sApp.](https://wa.me/551732032536)