Voltar ao blog
21 de dezembro de 2025Fortes Controladoria

Reforma tributária vista daqui de Rio Preto: o que muda para 2026

A reforma tributária é nacional, mas ela não chega igual em todo lugar. O efeito real depende do que cada cidade produz, vende e contrata. E Rio Preto tem uma cara econômica bem própria, então faz sentido olhar a mudança com os pés fincados aqui, e não só com a teoria geral da TV.

Antes de qualquer coisa, uma calma: 2026 não é o ano em que tudo vira de cabeça para baixo. A reforma foi desenhada para entrar de forma gradual, com o modelo novo convivendo com o antigo por um período. O que se espera para esse começo é mais uma fase de adaptação e teste do que uma virada brusca. Ainda assim, começar a olhar agora é o que separa quem chega tranquilo de quem chega correndo.

A economia de Rio Preto não é genérica

São José do Rio Preto é um polo forte de serviços, de saúde, de comércio e tem um agro relevante na região ao redor. Cada um desses mundos sente a reforma de um jeito.

O setor de serviços, por exemplo, hoje convive com o ISS municipal. Com a chegada do novo modelo de IVA dual, em que CBS e IBS substituem vários tributos, a lógica de cálculo e de crédito muda, e empresas de serviço precisam entender como ficam dentro dessa nova mecânica, principalmente as que têm pouca compra de insumo para gerar crédito.

O comércio, muito presente na cidade, vive da relação de compra e venda, e aí o aproveitamento de crédito sobre as mercadorias ganha um peso enorme. Quem mantém a documentação fiscal organizada tende a se adaptar melhor. Quem trata nota fiscal com descaso pode perder crédito sem nem perceber.

E quem trabalha com o agro da região tem suas próprias particularidades de tratamento, que vão sendo detalhadas na regulamentação e merecem acompanhamento de perto.

O que dá para fazer ainda este ano

Não é hora de pânico, é hora de arrumar a casa. Na prática isso quer dizer revisar como sua empresa documenta compras e custos, porque crédito mal documentado é crédito perdido. Quer dizer conversar com a contabilidade sobre o que muda no seu setor específico, já que não existe resposta única para comércio, serviço e agro. E quer dizer ficar de olho no sistema de emissão de nota, que vai precisar acompanhar as novas exigências.

Nada disso precisa ser feito de uma vez. A graça da transição gradual é justamente poder ajustar aos poucos, testando, corrigindo, sem deixar tudo para o último minuto.

Uma coisa que costuma ajudar é ter alguém por perto que conheça tanto a regra nacional quanto a realidade de quem empreende aqui na cidade. A reforma é a mesma no papel, mas o impacto no seu caixa depende do seu negócio e do seu setor.

Como cada empresa de Rio Preto vai sentir a reforma de um jeito, vale analisar a sua situação individualmente antes de tomar decisões. A equipe da Fortes Controladoria atende aqui em São José do Rio Preto pelo (17) 3203-2536 e pelo WhatsApp.