Reforma tributária: deixar para depois costuma sair caro
Tem uma frase que escuto com frequência quando o assunto reforma tributária aparece numa reunião. "Ah, isso ainda vai demorar, depois a gente vê." E eu entendo o impulso. O empresário já está afogado em mil prioridades, a reforma parece distante, cheia de prazo longo, e fica fácil empurrar para a pilha do "depois". O problema é que esse depois cobra juros.
Vale a pena pensar por que tanta gente ignora, e por que isso é arriscado.
Por que empresas empurram com a barriga
Primeiro, porque o tema é confuso de propósito. São muitas siglas novas, muitas regras ainda em regulamentação, e dá a sensação de que tudo pode mudar de novo amanhã. Então a pessoa pensa: para que estudar algo que ainda não está fechado?
Segundo, porque a transição é longa. Como ela vai acontecer por etapas ao longo de vários anos, com o modelo novo convivendo com o antigo por um tempo, cria-se a ilusão de que não há urgência. "Começa só lá na frente" vira desculpa para não fazer nada agora.
E terceiro, sinceramente, porque dói menos não olhar. Encarar mudança de sistema tributário significa rever processos, sistema de emissão de nota, precificação, talvez até a estrutura do negócio. É trabalho. É mais fácil fingir que o assunto não existe.
Onde mora o custo de ignorar
Aqui que a conta aparece. A reforma muda a forma de apurar tributo sobre consumo, com peso grande no aproveitamento de créditos. Empresa que não organizou a documentação de compras e custos pode simplesmente perder crédito a que teria direito, e isso é dinheiro indo embora de forma silenciosa, mês após mês.
Tem também o efeito sobre preço. Se a carga sobre o seu setor se reorganiza e você não recalculou seus preços a tempo, ou você fica caro demais e perde venda, ou fica barato demais e come a própria margem. Quem entendeu a mudança antes ajusta com calma. Quem foi pego de surpresa ajusta no desespero, e desespero raramente faz boa conta.
E tem o risco de erro. Sistema novo, regra nova, gente despreparada. É o terreno perfeito para a empresa apurar errado e, no melhor dos casos, pagar a mais; no pior, tomar autuação por pagar a menos sem perceber.
Preparar não é antecipar o caos
Ninguém precisa, e nem dá, para resolver tudo de uma vez. Preparar-se aqui significa começar a entender como o novo modelo afeta especificamente o seu tipo de negócio, ir arrumando a casa nos controles, conversar com a contabilidade sobre o que muda no seu setor e ir testando os ajustes durante a transição, com folga, em vez de tudo no último minuto.
A vantagem de quem começa cedo não é mágica. É só tempo. Tempo para entender, corrigir e adaptar sem pressa.
Cada empresa será afetada de um jeito diferente pela reforma, e o melhor primeiro passo é olhar o seu caso concreto. A equipe da Fortes Controladoria, em São José do Rio Preto, pode ajudar nessa preparação pelo (17) 3203-2536 e pelo WhatsApp.