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Gestao
6 de março de 2025Fortes Controladoria

Quanto custa registrar um funcionário (e como organizar isso sem dor de cabeça)

Quanto custa registrar um funcionário (e como organizar isso sem dor de cabeça)

Toda em­pre­sa que cres­ce che­ga nes­se mo­men­to: pre­ci­sa de mais gen­te, mas tra­va na hora de cal­cu­lar o cus­to. E é co­mum ou­vir a fra­se "o fun­ci­o­ná­rio cus­ta o do­bro do sa­lá­rio". Não é li­te­ral­men­te o do­bro, mas a ideia por trás está cer­ta. O sa­lá­rio é só uma par­te da con­ta.

Quem con­tra­ta com car­tei­ra as­si­na­da as­su­me um pa­co­te. Tem o sa­lá­rio, cla­ro. Mas tem tam­bém os en­car­gos pre­vis­tos em lei, os di­rei­tos que vão se acu­mu­lan­do ao lon­go do ano e os be­ne­fí­ci­os que de­pen­dem de cada ca­te­go­ria. Tudo isso com­põe o cus­to real da­que­la vaga.

O que en­tra na con­ta além do sa­lá­rio

Sem fi­car pre­so a per­cen­tu­ais, que va­ri­am con­for­me o re­gi­me da em­pre­sa e a ca­te­go­ria, dá pra lis­tar os blo­cos prin­ci­pais. Tem a con­tri­bu­i­ção pre­vi­den­ci­á­ria so­bre a fo­lha. Tem o FGTS, que é de­po­si­ta­do mês a mês. Tem o dé­ci­mo ter­cei­ro, que apa­re­ce no fim do ano mas se acu­mu­la o tem­po todo. Tem as fé­ri­as com o adi­ci­o­nal. De­pen­den­do da con­ven­ção co­le­ti­va, tem vale-trans­por­te, vale-ali­men­ta­ção, ou­tros be­ne­fí­ci­os. E nos se­to­res que es­ta­vam na de­so­ne­ra­ção da fo­lha, en­tre eles a cons­tru­ção ci­vil, a Lei nº 14.973/2024 tra­çou uma vol­ta gra­du­al à co­bran­ça so­bre a fo­lha, que se com­ple­ta em 2028. Até lá, quem op­tou pela con­tri­bu­i­ção so­bre a re­cei­ta bru­ta paga uma par­te so­bre a re­cei­ta e ou­tra so­bre a fo­lha, numa pro­por­ção que muda a cada ano. Efei­to prá­ti­co: o cus­to de man­ter equi­pe não é o mes­mo em 2026 e em 2027, e quem fe­cha con­tra­to lon­go usan­do o nú­me­ro de hoje leva a di­fe­ren­ça do pró­prio bol­so.

A ques­tão é que mui­ta coi­sa des­sa não é men­sal. O dé­ci­mo ter­cei­ro e as fé­ri­as che­gam con­cen­tra­dos. Quem não pro­vi­si­o­na ao lon­go do ano sen­te o im­pac­to de uma vez, jus­to quan­do o cai­xa já está aper­ta­do.

Dá pra or­ga­ni­zar me­lhor esse cus­to? Dá.

Não es­tou fa­lan­do de tru­que nem de dri­blar nada. Es­tou fa­lan­do de or­ga­ni­za­ção, den­tro da lei. Al­gu­mas fren­tes aju­dam de ver­da­de:

Pri­mei­ro, o re­gi­me tri­bu­tá­rio da em­pre­sa muda a for­ma como os en­car­gos da fo­lha in­ci­dem. No Sim­ples Na­ci­o­nal, a con­tri­bu­i­ção pre­vi­den­ci­á­ria pa­tro­nal cos­tu­ma vir em­bu­ti­da no DAS — mas não em to­das as ati­vi­da­des. Há um gru­po, no qual en­tram a cons­tru­ção de imó­veis e as obras de en­ge­nha­ria, em que a pa­tro­nal con­ti­nua sen­do re­co­lhi­da à par­te, so­bre a fo­lha. Quem di­men­si­o­na o cus­to da equi­pe su­pon­do que o DAS re­sol­ve tudo des­co­bre a di­fe­ren­ça no pri­mei­ro fe­cha­men­to, e ela não é pe­que­na. Fora do Sim­ples, a fo­lha so­fre a in­ci­dên­cia das con­tri­bu­i­ções pa­tro­nais, sal­vo nos se­to­res que ain­da re­co­lhem so­bre a re­cei­ta bru­ta. Se a es­co­lha do re­gi­me re­duz ou au­men­ta o cus­to de man­ter equi­pe de­pen­de do en­qua­dra­men­to, da ati­vi­da­de e dos nú­me­ros da em­pre­sa, e só apa­re­ce na com­pa­ra­ção fei­ta com a apu­ra­ção real.

Se­gun­do, pro­vi­si­o­nar. Guar­dar men­sal­men­te a par­te do dé­ci­mo ter­cei­ro e das fé­ri­as em vez de ser pego de sur­pre­sa. Não muda o va­lor to­tal, mas muda com­ple­ta­men­te a sa­ú­de do cai­xa.

Ter­cei­ro, for­ma­li­zar de for­ma ade­qua­da cada con­tra­ta­ção. Con­tra­to de ex­pe­ri­ên­cia, jor­na­da bem de­fi­ni­da, tipo de vín­cu­lo cer­to para a ne­ces­si­da­de. Um vín­cu­lo mal es­tru­tu­ra­do cos­tu­ma sair mais caro lá na fren­te, em re­tra­ba­lho ou em pas­si­vo.

E tem o bá­si­co que mui­ta em­pre­sa pe­que­na ne­gli­gen­cia: re­gis­trar cer­ti­nho des­de o pri­mei­ro dia. In­for­ma­li­da­de não é eco­no­mia. É ris­co adi­a­do, que cos­tu­ma vol­tar mai­or.

Vale o in­ves­ti­men­to?

Para quem pre­ci­sa cres­cer, sim, qua­se sem­pre vale. O fun­ci­o­ná­rio re­gis­tra­do traz es­ta­bi­li­da­de para a ope­ra­ção, re­duz ris­co tra­ba­lhis­ta e per­mi­te que o dono pare de fa­zer tudo so­zi­nho. O se­gre­do está em en­trar nes­sa con­ta com os olhos aber­tos, sa­ben­do o cus­to to­tal an­tes de as­si­nar.

Cada em­pre­sa tem um re­gi­me, uma con­ven­ção, uma re­a­li­da­de de cai­xa. O que é in­te­li­gen­te para uma pode não ser para ou­tra. Se você está pen­san­do em con­tra­tar e quer di­men­si­o­nar o cus­to real an­tes de dar o pas­so, a equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria pode mon­tar essa con­ta com você. Nada dis­so se re­sol­ve no chu­te: cada em­pre­sa tem um en­qua­dra­men­to, uma ati­vi­da­de e nú­me­ros pró­pri­os, e é isso que muda a res­pos­ta. Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Es­ta­mos em São José do Rio Pre­to, no (17) 3203-2536 e no What­sApp.