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Gestao
22 de fevereiro de 2025Fortes Controladoria

MEI pode contratar funcionário? Pode. E aqui está o que muda.

MEI pode contratar funcionário? Pode. E aqui está o que muda.

Che­ga uma hora em que o mi­cro­em­pre­en­de­dor não dá mais con­ta so­zi­nho. As en­tre­gas se acu­mu­lam, o aten­di­men­to so­fre, e a ideia de uma aju­da fixa co­me­ça a fa­zer sen­ti­do. A boa no­tí­cia: o MEI pode, sim, ter um em­pre­ga­do. A no­tí­cia que exi­ge aten­ção: as re­gras são es­pe­cí­fi­cas, e er­rar aqui dá pro­ble­ma.

A lei per­mi­te que o MEI con­tra­te uma pes­soa. Uma. Esse é o li­mi­te. Se o ne­gó­cio pre­ci­sa de duas ou mais, já não cabe mais no MEI, e a em­pre­sa pre­ci­sa mi­grar para ou­tro en­qua­dra­men­to. Vale pa­rar e pen­sar nis­so an­tes de con­tra­tar, por­que às ve­zes o cres­ci­men­to já está pe­din­do a mu­dan­ça de ca­te­go­ria de qual­quer for­ma.

O cus­to de ter esse fun­ci­o­ná­rio

Aqui está o pon­to que pega mui­ta gen­te. Ter o em­pre­ga­do do MEI não é só pa­gar o sa­lá­rio com­bi­na­do. So­bre essa con­tra­ta­ção exis­tem obri­ga­ções.

O sa­lá­rio des­se em­pre­ga­do tem um teto: ele deve re­ce­ber exa­ta­men­te 1 sa­lá­rio mí­ni­mo ou o piso da ca­te­go­ria (o que for mai­or). Pa­gar aci­ma dis­so des­cum­pre a con­di­ção do MEI — a em­pre­sa per­de a con­tri­bu­i­ção pa­tro­nal re­du­zi­da de 3% e pode ser de­sen­qua­dra­da do SI­MEI. Ho­ras ex­tras e adi­ci­o­nais le­gais não en­tram nes­sa con­ta. So­bre a fo­lha in­ci­de a con­tri­bu­i­ção pre­vi­den­ci­á­ria pa­tro­nal e o FGTS, que são de­po­si­ta­dos men­sal­men­te. E, como qual­quer em­pre­ga­do com car­tei­ra, essa pes­soa tem di­rei­to a dé­ci­mo ter­cei­ro, fé­ri­as com adi­ci­o­nal e de­mais di­rei­tos. Tudo isso en­tra no cus­to to­tal.

Ou seja, o MEI que con­tra­ta pas­sa a ter uma fo­lha, mes­mo que de uma pes­soa só. E fo­lha tem obri­ga­ção men­sal: cál­cu­lo, ge­ra­ção de gui­as, pra­zos. Não dá mais para to­car tudo no im­pro­vi­so.

Como man­ter isso en­xu­to sem fu­rar a lei

Não exis­te má­gi­ca para ze­rar o cus­to, mas dá para evi­tar des­per­dí­cio e sus­to:

Co­me­ce pelo con­tra­to cer­to. De­fi­nir bem a jor­na­da, usar o con­tra­to de ex­pe­ri­ên­cia no iní­cio, dei­xar cla­ro o tipo de vín­cu­lo. Isso evi­ta con­fu­são e cus­to ex­tra de­pois.

Pro­vi­si­o­ne os va­lo­res que não são men­sais. O dé­ci­mo ter­cei­ro e as fé­ri­as che­gam de uma vez. Quem se­pa­ra um pou­co todo mês não toma sus­to.

Cum­pra os pra­zos. Guia paga em dia evi­ta mul­ta e ju­ros, que são des­pe­sa que nin­guém pre­ci­sa ter.

E tal­vez o mais im­por­tan­te: pen­se se o MEI ain­da é o en­qua­dra­men­to cer­to para você. Sair do MEI não cos­tu­ma ba­ra­te­ar a con­ta — o MEI paga um va­lor fixo men­sal, e a mi­cro­em­pre­sa no Sim­ples Na­ci­o­nal pas­sa a pa­gar um per­cen­tu­al so­bre o fa­tu­ra­men­to, so­ma­do a ho­no­rá­rio con­tá­bil e ao INSS so­bre o pró-la­bo­re. O que a mu­dan­ça traz é es­pa­ço para cres­cer: mais de um fun­ci­o­ná­rio, fa­tu­ra­men­to mai­or, ati­vi­da­des que o MEI não acei­ta. Se com­pen­sa ou não de­pen­de do en­qua­dra­men­to, da ati­vi­da­de e dos nú­me­ros da em­pre­sa, e só apa­re­ce fa­zen­do a con­ta do caso con­cre­to.

Não im­pro­vi­se nes­sa par­te

Con­tra­tar er­ra­do, re­gis­trar er­ra­do ou per­der pra­zo cos­tu­ma sair bem mais caro do que fa­zer cer­to des­de o co­me­ço. A in­for­ma­li­da­de pa­re­ce eco­no­mia, mas é ris­co guar­da­do para de­pois.

Cada si­tu­a­ção é úni­ca, de­pen­de do ramo, do vo­lu­me, da con­ven­ção da ca­te­go­ria. Se você é MEI e está pen­san­do em ter seu pri­mei­ro fun­ci­o­ná­rio, a equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria pode aju­dar a mon­tar a con­ta e a fa­zer tudo den­tro das re­gras. Nada dis­so se re­sol­ve no chu­te: cada em­pre­sa tem um en­qua­dra­men­to, uma ati­vi­da­de e nú­me­ros pró­pri­os, e é isso que muda a res­pos­ta. Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Es­ta­mos em São José do Rio Pre­to, no (17) 3203-2536 e no What­sApp.