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11 de fevereiro de 2025Fortes Controladoria

Restituição do Imposto de Renda: como aumentar a chance de receber direitinho

Restituição do Imposto de Renda: como aumentar a chance de receber direitinho

Re­ce­ber res­ti­tu­i­ção é uma das pou­cas ale­gri­as que o Im­pos­to de Ren­da pro­por­ci­o­na. Aque­le va­lor que cai na con­ta pa­re­ce um pre­sen­te, mas não é. É di­nhei­ro seu, que fi­cou re­ti­do a mais du­ran­te o ano e ago­ra está vol­tan­do. Jus­ta­men­te por isso, vale a pena en­ten­der como o pro­ces­so fun­ci­o­na e o que cos­tu­ma atra­pa­lhar.

De onde vem a res­ti­tu­i­ção

Ao lon­go do ano, vá­ri­as fon­tes pa­ga­do­ras re­têm im­pos­to an­tes mes­mo de você ver o di­nhei­ro. Seu em­pre­ga­dor, por exem­plo, des­con­ta na fo­lha. Quan­do che­ga a de­cla­ra­ção anu­al e o cál­cu­lo fi­nal é fei­to, às ve­zes o to­tal re­ti­do é mai­or do que o im­pos­to re­al­men­te de­vi­do. A di­fe­ren­ça vol­ta para você.

Ou seja, res­ti­tu­i­ção gran­de não é ne­ces­sa­ri­a­men­te si­nal de com­pe­tên­cia. Mui­tas ve­zes sig­ni­fi­ca que você em­pres­tou di­nhei­ro ao go­ver­no sem ju­ros o ano in­tei­ro. Não há nada de er­ra­do nis­so, mas é bom en­xer­gar o que está acon­te­cen­do.

A or­dem dos lo­tes

A Re­cei­ta li­be­ra a res­ti­tu­i­ção em lo­tes, ao lon­go de al­guns me­ses, e a or­dem é co­nhe­ci­da. Pri­mei­ro vêm as pri­o­ri­da­des le­gais: pes­so­as com 80 anos ou mais; de­pois, pes­so­as com 60 anos ou mais, pes­so­as com de­fi­ci­ên­cia e por­ta­do­res de mo­lés­tia gra­ve; de­pois, quem tem no ma­gis­té­rio a mai­or fon­te de ren­da. Em se­gui­da en­tram os con­tri­bu­in­tes que usa­ram a de­cla­ra­ção pré-pre­en­chi­da e op­ta­ram por re­ce­ber por Pix com cha­ve no pró­prio CPF; de­pois, quem fez só uma das duas coi­sas; e por úl­ti­mo os de­mais. Den­tro de cada gru­po, o de­sem­pa­te é a data de en­tre­ga: quem en­tre­gou an­tes re­ce­be an­tes.

Por isso a re­co­men­da­ção de de­cla­rar logo no co­me­ço da tem­po­ra­da. Quem dei­xa para a úl­ti­ma se­ma­na en­tra na fila atrás de mui­ta gen­te. E quem co­me­te er­ros pode nem en­trar no pri­mei­ro lote, por­que a de­cla­ra­ção fica re­ti­da para aná­li­se.

O que tra­va a sua res­ti­tu­i­ção

A vilã nú­me­ro um é a ma­lha fina. A de­cla­ra­ção en­tra em aná­li­se quan­do os da­dos que você in­for­mou não ba­tem com o que a Re­cei­ta já tem. E ela tem bas­tan­te coi­sa: in­for­ma­ções das fon­tes pa­ga­do­ras, dos ban­cos, dos pla­nos de sa­ú­de, das cor­re­to­ras.

Os tro­pe­ços mais co­muns são pre­vi­sí­veis. Es­que­cer de de­cla­rar um ren­di­men­to, ge­ral­men­te de um em­pre­go an­ti­go ou de um tra­ba­lho ex­tra. Lan­çar des­pe­sa de sa­ú­de que não tem re­ci­bo ou que não bate com o va­lor in­for­ma­do pelo pres­ta­dor. De­pen­den­te de­cla­ra­do em duas de­cla­ra­ções ao mes­mo tem­po. Con­ta ban­cá­ria er­ra­da para o de­pó­si­to.

Esse úl­ti­mo é cru­el. A pes­soa faz tudo cer­to, mas di­gi­ta o nú­me­ro da con­ta er­ra­do, ou in­for­ma uma con­ta que foi en­cer­ra­da. Aí a res­ti­tu­i­ção não cai, e ela pre­ci­sa cor­rer atrás para re­a­gen­dar.

Pe­que­nos cui­da­dos que evi­tam dor de ca­be­ça

Guar­dar com­pro­van­tes é me­ta­de da paz. Re­ci­bos mé­di­cos, in­for­mes de ren­di­men­to, do­cu­men­tos de des­pe­sas de­du­tí­veis. Não é para en­vi­ar tudo jun­to com a de­cla­ra­ção, é para ter em mãos caso a Re­cei­ta peça.

Con­fe­rir os in­for­mes que as fon­tes pa­ga­do­ras en­vi­am tam­bém aju­da mui­to. Bate o va­lor que está no in­for­me com o que você vai lan­çar. Con­fe­re o CPF dos de­pen­den­tes. Re­vi­sa a con­ta ban­cá­ria com cal­ma.

De­cla­rar cedo aju­da na fila, mas de­cla­rar er­ra­do e rá­pi­do é pior do que de­cla­rar cer­to e com cal­ma. Pres­sa não com­pen­sa quan­do o as­sun­to é a Re­cei­ta Fe­de­ral.

Nada dis­so se re­sol­ve no chu­te: cada em­pre­sa tem um en­qua­dra­men­to, uma ati­vi­da­de e nú­me­ros pró­pri­os, e é isso que muda a res­pos­ta. Vale pro­cu­rar um pro­fis­si­o­nal que acom­pa­nhe o seu caso de per­to an­tes de de­ci­dir. Cada de­cla­ra­ção tem suas par­ti­cu­la­ri­da­des, e o que re­duz o ris­co de a sua fi­car re­ti­da é a con­sis­tên­cia en­tre o que você in­for­ma e o que as fon­tes pa­ga­do­ras já in­for­ma­ram à Re­cei­ta. Ne­nhum cui­da­do eli­mi­na a pos­si­bi­li­da­de de aná­li­se, e o va­lor a res­ti­tu­ir de­pen­de dos seus ren­di­men­tos, das re­ten­ções so­fri­das e das de­du­ções do ano. Se qui­ser uma aná­li­se mais cui­da­do­sa da sua si­tu­a­ção, a equi­pe da For­tes Con­tro­la­do­ria aten­de em São José do Rio Pre­to, pelo (17) 3203-2536 e pelo What­sApp.