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Simples Nacional
Publicado em 7 de outubro de 202610 min de leitura

Simples Nacional híbrido: a construtora deve optar até 30/10?

Tem uma de­ci­são sen­ta­da na mesa de mui­ta cons­tru­to­ra do Sim­ples Na­ci­o­nal nes­te ou­tu­bro, e boa par­te dos do­nos ain­da não per­ce­beu que ela exis­te. O Co­mi­tê Ges­tor do Sim­ples Na­ci­o­nal pror­ro­gou, pela Re­so­lu­ção CGSN 194/2026, o pra­zo para a em­pre­sa es­co­lher se vai apu­rar o IBS e a CBS den­tro do DAS ou fora dele a par­tir de ja­nei­ro de 2027. A ja­ne­la fe­cha em 30 de ou­tu­bro de 2026.

É o cha­ma­do "Sim­ples hí­bri­do". A em­pre­sa con­ti­nua no Sim­ples para o que já co­nhe­ce (IRPJ, CSLL, ISS e o res­to da guia), mas pas­sa a re­co­lher os dois tri­bu­tos no­vos da re­for­ma pelo re­gi­me re­gu­lar, como uma em­pre­sa do Lu­cro Pre­su­mi­do fa­ria. Pode pa­re­cer de­ta­lhe de con­ta­dor, mas para quem pres­ta ser­vi­ço para ou­tra em­pre­sa essa es­co­lha de­ci­de se o seu cli­en­te vai ou não con­se­guir apro­vei­tar cré­di­to cheio do que paga para você.

Va­mos con­ver­sar so­bre isso do jei­to que con­ver­sa­mos em reu­ni­ão: o que está em jogo, quem ten­de a ga­nhar, quem ten­de a per­der e como de­ci­dir sem chu­te.

O que exa­ta­men­te está sen­do de­ci­di­do

A LC 214/2025, no art. 41, abriu uma por­ta que não exis­tia: o op­tan­te do Sim­ples pode es­co­lher apu­rar e re­co­lher o IBS e a CBS pelo re­gi­me re­gu­lar, com dé­bi­to, cré­di­to e nota des­ta­ca­da, en­quan­to man­tém o res­tan­te dos tri­bu­tos no DAS. Quem não faz nada per­ma­ne­ce no mo­de­lo tra­di­ci­o­nal, com os dois tri­bu­tos em­bu­ti­dos na guia úni­ca.

Pen­se no Sim­ples como um pa­co­te fe­cha­do de TV a cabo. Você paga um va­lor úni­co e não es­co­lhe ca­nal por ca­nal. O hí­bri­do é ti­rar dois ca­nais do pa­co­te e con­tra­tá-los à par­te, pa­gan­do o pre­ço cheio de­les, mas com uma van­ta­gem: es­ses dois ca­nais pas­sam a ge­rar um "cu­pom" que o seu cli­en­te con­se­gue usar.

Esse cu­pom é o cré­di­to tri­bu­tá­rio. No re­gi­me re­gu­lar, a em­pre­sa que com­pra um ser­vi­ço des­con­ta do pró­prio im­pos­to o IBS e a CBS que vi­e­ram des­ta­ca­dos na nota do for­ne­ce­dor. Quan­do o for­ne­ce­dor é do Sim­ples tra­di­ci­o­nal, esse cré­di­to fica li­mi­ta­do ao que foi efe­ti­va­men­te re­co­lhi­do den­tro do DAS, um va­lor bem me­nor. Quan­do o for­ne­ce­dor é do Sim­ples hí­bri­do, o cré­di­to é o cheio.

Em 2026, isso ain­da é tes­te: as alí­quo­tas de IBS e CBS são sim­bó­li­cas e op­tan­tes do Sim­ples nem en­tra­ram na in­ci­dên­cia. Em 2027 a CBS pas­sa a va­ler de ver­da­de, subs­ti­tu­in­do PIS e Co­fins, e aí o cré­di­to que você gera (ou dei­xa de ge­rar) vira di­nhei­ro na con­ta de quem te con­tra­ta.

Por que a cons­tru­to­ra é um caso es­pe­ci­al

Na mai­o­ria dos se­to­res, a con­ver­sa so­bre Sim­ples hí­bri­do gira em tor­no de uma per­gun­ta: meu cli­en­te é em­pre­sa ou pes­soa fí­si­ca? Na cons­tru­ção ci­vil, a per­gun­ta é a mes­ma, mas as res­pos­tas são mui­to mais po­la­ri­za­das.

Uma em­prei­tei­ra de es­tru­tu­ra, de ins­ta­la­ções ou de aca­ba­men­to que tra­ba­lha para cons­tru­to­ras e in­cor­po­ra­do­ras vive de con­tra­to B2B. Seu cli­en­te está no Lu­cro Pre­su­mi­do ou no Lu­cro Real, e a par­tir de 2027 vai olhar para o cré­di­to que a sua nota gera com a mes­ma aten­ção com que hoje olha o pre­ço. Ve­mos na prá­ti­ca que al­gu­mas cons­tru­to­ras mai­o­res já co­me­ça­ram a per­gun­tar aos su­bem­prei­tei­ros "você vai op­tar pelo re­gi­me re­gu­lar?" na fase de or­ça­men­to. Quem res­pon­der "não" pode con­ti­nu­ar com­pe­ti­ti­vo, mas vai pre­ci­sar ex­pli­car por que o seu pre­ço, sem cré­di­to, ain­da com­pen­sa.

Do ou­tro lado, uma cons­tru­to­ra que faz re­for­ma re­si­den­ci­al, casa sob me­di­da para pes­soa fí­si­ca ou pe­que­nos em­pre­en­di­men­tos ven­di­dos di­re­to ao con­su­mi­dor fi­nal não tem esse pro­ble­ma. O cli­en­te pes­soa fí­si­ca não apro­vei­ta cré­di­to ne­nhum. Para ela, sair do pa­co­te do Sim­ples sig­ni­fi­ca pa­gar mais caro pe­los dois ca­nais sem re­ce­ber nada em tro­ca.

Tem ain­da um ter­cei­ro de­ta­lhe que pesa na cons­tru­ção ci­vil es­pe­ci­fi­ca­men­te. Boa par­te das em­pre­sas do se­tor está no Ane­xo IV da LC 123/2006, em que a con­tri­bu­i­ção pre­vi­den­ci­á­ria pa­tro­nal já fica fora do DAS. Es­sas em­pre­sas já con­vi­vem com uma apu­ra­ção "par­ci­al­men­te hí­bri­da" e com um de­par­ta­men­to pes­so­al mais ro­bus­to. A com­ple­xi­da­de adi­ci­o­nal de apu­rar IBS e CBS fora da guia as­sus­ta me­nos quem já tem essa es­tru­tu­ra mon­ta­da.

A con­ta que pre­ci­sa ser fei­ta

Não exis­te res­pos­ta ge­ral. Exis­te uma si­mu­la­ção com os nú­me­ros da sua em­pre­sa. Para dar uma ideia do ra­ci­o­cí­nio, va­mos usar um exem­plo ilus­tra­ti­vo, com va­lo­res re­don­dos e sem pre­ten­são de re­fle­tir alí­quo­tas de­fi­ni­ti­vas, que ain­da es­tão sen­do fi­xa­das.

Ima­gi­ne uma em­prei­tei­ra de al­ve­na­ria que fa­tu­ra R$ 150 mil por mês, qua­se tudo para duas cons­tru­to­ras do Lu­cro Pre­su­mi­do. Den­tro do Sim­ples tra­di­ci­o­nal, o pe­da­ço do DAS cor­res­pon­den­te a IBS e CBS é pe­que­no, e o cré­di­to que ela trans­fe­re ao cli­en­te tam­bém é.

Se ela op­tar pelo hí­bri­do, pas­sa a des­ta­car IBS e CBS na nota pela alí­quo­ta cheia do re­gi­me re­gu­lar. Para o cli­en­te, aque­le va­lor vira cré­di­to in­te­gral; para a em­prei­tei­ra, vira um tri­bu­to a mais a re­co­lher, com­pen­sa­do pe­los cré­di­tos que ela mes­ma toma nas com­pras de ma­te­ri­al, alu­guel de equi­pa­men­tos e ser­vi­ços de ter­cei­ros que tam­bém des­ta­quem os tri­bu­tos.

A per­gun­ta de­ci­si­va é: quan­to do que a em­prei­tei­ra gas­ta gera cré­di­to? Se a mai­or par­te do cus­to é fo­lha de pa­ga­men­to, que não gera cré­di­to al­gum, o tri­bu­to a re­co­lher vai ser qua­se cheio e a con­ta ten­de a fi­car pior. Se há com­pra re­le­van­te de ma­te­ri­al, lo­ca­ção de equi­pa­men­to e sub­con­tra­ta­ção de em­pre­sas do re­gi­me re­gu­lar, o cré­di­to aba­te uma par­te e o re­sul­ta­do pode fi­car neu­tro ou até fa­vo­rá­vel, so­bre­tu­do se o cli­en­te acei­tar man­ter o pre­ço por­que ago­ra re­ce­be o cré­di­to.

Na nos­sa ex­pe­ri­ên­cia, o erro mais co­mum nes­se tipo de aná­li­se é olhar só o im­pos­to da em­pre­sa e es­que­cer o cli­en­te. A de­ci­são cer­ta é a que pre­ser­va o con­tra­to. Se o seu prin­ci­pal cli­en­te só vai re­no­var com for­ne­ce­do­res que ge­rem cré­di­to, a pla­ni­lha in­ter­na de car­ga tri­bu­tá­ria é se­cun­dá­ria.

Quem ten­de a ga­nhar e quem ten­de a per­der

Sem cra­var nú­me­ros, dá para tra­çar per­fis. O hí­bri­do ten­de a fa­zer sen­ti­do quan­do a mai­or par­te do fa­tu­ra­men­to vem de em­pre­sas do Lu­cro Pre­su­mi­do ou Real, que apro­vei­tam o cré­di­to, quan­do a em­pre­sa com­pra bas­tan­te ma­te­ri­al e ser­vi­ço de for­ne­ce­do­res que tam­bém vão des­ta­car IBS e CBS, quan­do os con­tra­tos per­mi­tem re­ne­go­ci­ar pre­ço ou já tra­zem cláu­su­la de re­e­qui­lí­brio tri­bu­tá­rio, e quan­do a es­tru­tu­ra ad­mi­nis­tra­ti­va já lida com apu­ra­ção se­pa­ra­da, como acon­te­ce no Ane­xo IV. Cos­tu­ma ser mau ne­gó­cio na si­tu­a­ção opos­ta: cli­en­te pes­soa fí­si­ca ou ou­tra em­pre­sa do Sim­ples tra­di­ci­o­nal, cus­to qua­se todo em fo­lha, sem cré­di­to a to­mar, e mar­gem aper­ta­da, que não com­por­ta au­men­to de tri­bu­to até a re­ne­go­ci­a­ção dos con­tra­tos. Re­pa­re que "fa­tu­ra­men­to alto" ou "fa­tu­ra­men­to bai­xo" não en­tra em ne­nhum dos dois per­fis. O ta­ma­nho da em­pre­sa im­por­ta me­nos do que o per­fil de quem com­pra dela.

As da­tas que im­por­tam ago­ra

A Re­so­lu­ção CGSN 194/2026 re­or­ga­ni­zou o ca­len­dá­rio de­pois de ins­ta­bi­li­da­des nos sis­te­mas da Re­cei­ta em se­tem­bro. Fi­cou as­sim, e vale con­fe­rir no Por­tal do Sim­ples Na­ci­o­nal an­tes de agir. Até 15 de ou­tu­bro de 2026 cor­re o pra­zo para quem quer en­trar ou vol­tar ao Sim­ples Na­ci­o­nal em 2027. Até 30 de ou­tu­bro de 2026, a em­pre­sa já op­tan­te de­ci­de se vai para o re­gi­me re­gu­lar de IBS e CBS, com efei­tos de ja­nei­ro a ju­nho de 2027. E de 3 de no­vem­bro a 20 de de­zem­bro de 2026 fica aber­ta a ja­ne­la para can­ce­lar es­sas op­ções, em ca­rá­ter ir­re­tra­tá­vel.

Esse úl­ti­mo item é o de­ta­lhe mais útil para quem está em dú­vi­da. A op­ção é fei­ta ago­ra, mas pode ser des­fei­ta até de­zem­bro, e a alí­quo­ta da CBS para 2027 deve ser co­nhe­ci­da an­tes dis­so. Na prá­ti­ca, quem opta em ou­tu­bro ga­nha o di­rei­to de re­a­va­li­ar com o nú­me­ro na mão. Quem não opta per­de a chan­ce para o pri­mei­ro se­mes­tre e só po­de­rá re­a­brir a dis­cus­são em mar­ço de 2027, com efei­tos para o se­gun­do se­mes­tre.

A es­co­lha, uma vez em vi­gor, vale por se­mes­tre. Não é como a op­ção pelo re­gi­me de tri­bu­ta­ção anu­al, que pren­de a em­pre­sa por doze me­ses. Isso re­duz o ris­co de er­rar, mas não zera: exis­te uma tra­va para quem re­ce­beu res­sar­ci­men­to de cré­di­tos de IBS e CBS, que não pode sair do re­gi­me re­gu­lar no ano cor­ren­te ou se­guin­te. É o tipo de ar­ma­di­lha que só apa­re­ce para quem lê o pa­rá­gra­fo in­tei­ro da lei.

O que muda na ro­ti­na se op­tar

Op­tar pelo hí­bri­do não é só mar­car uma cai­xa no por­tal. A par­tir de ja­nei­ro, a em­pre­sa pas­sa a emi­tir nota fis­cal com IBS e CBS des­ta­ca­dos, usan­do os có­di­gos de clas­si­fi­ca­ção tri­bu­tá­ria cor­re­tos para cada ser­vi­ço, e a apu­rar dé­bi­tos e cré­di­tos todo mês, fora do PG­DAS-D, no am­bi­en­te do re­gi­me re­gu­lar. Pre­ci­sa con­tro­lar os cré­di­tos das com­pras, o que exi­ge nota de for­ne­ce­dor em dia e ca­das­tro de pro­du­tos e ser­vi­ços lim­po. Mais adi­an­te, ain­da vai con­vi­ver com o split pay­ment, em que o tri­bu­to é se­pa­ra­do do pa­ga­men­to na hora da li­qui­da­ção. Nada dis­so é im­pos­sí­vel para uma cons­tru­to­ra bem or­ga­ni­za­da. Mas é tra­ba­lho novo, e tra­ba­lho novo cus­ta hora de equi­pe ou de es­cri­tó­rio con­tá­bil. Re­co­men­da­mos co­lo­car esse cus­to na mes­ma pla­ni­lha da si­mu­la­ção tri­bu­tá­ria. Uma eco­no­mia de al­guns mi­lha­res de re­ais que exi­ge con­tra­tar mais uma pes­soa no ad­mi­nis­tra­ti­vo pode não ser eco­no­mia ne­nhu­ma.

Como de­ci­dir sem chu­te

Nos­so ro­tei­ro em reu­ni­ão cos­tu­ma ter qua­tro pas­sos, e cabe em uma tar­de de tra­ba­lho com o con­ta­dor:

Pri­mei­ro, se­pa­re o fa­tu­ra­men­to dos úl­ti­mos doze me­ses por tipo de cli­en­te: pes­soa fí­si­ca, em­pre­sa do Sim­ples, em­pre­sa do Pre­su­mi­do ou Real. Essa di­vi­são so­zi­nha já res­pon­de me­ta­de da per­gun­ta.

Se­gun­do, se­pa­re os cus­tos en­tre o que gera cré­di­to (ma­te­ri­al, lo­ca­ção, ser­vi­ços de em­pre­sas do re­gi­me re­gu­lar) e o que não gera (fo­lha, en­car­gos, au­tô­no­mos, for­ne­ce­do­res do Sim­ples tra­di­ci­o­nal).

Ter­cei­ro, con­ver­se com os dois ou três cli­en­tes que mais pe­sam no fa­tu­ra­men­to. Per­gun­te di­re­ta­men­te se o cré­di­to vai en­trar na de­ci­são de con­tra­ta­ção em 2027. A res­pos­ta de­les vale mais do que qual­quer si­mu­la­ção.

Quar­to, rode os dois ce­ná­ri­os com o con­ta­dor, com a alí­quo­ta de re­fe­rên­cia dis­po­ní­vel, e de­ci­da com a cláu­su­la de can­ce­la­men­to em men­te. Op­tar ago­ra e can­ce­lar em de­zem­bro, se os nú­me­ros não fe­cha­rem, é uma es­tra­té­gia le­gí­ti­ma e pre­vis­ta na nor­ma.

Fa­zer isso em con­jun­to com um pro­fis­si­o­nal con­tá­bil de con­fi­an­ça não é for­ma­li­da­de. É ele quem co­nhe­ce o en­qua­dra­men­to exa­to da sua em­pre­sa, os ane­xos apli­cá­veis e os de­ta­lhes que uma lei­tu­ra rá­pi­da da le­gis­la­ção não mos­tra.

No fim, o Sim­ples hí­bri­do é a chan­ce de apu­rar IBS e CBS fora do DAS, pelo re­gi­me re­gu­lar, man­ten­do o res­tan­te da em­pre­sa no Sim­ples, com base no art. 41 da LC 214/2025. A ja­ne­la para va­ler já no pri­mei­ro se­mes­tre de 2027 fe­cha em 30 de ou­tu­bro de 2026, e ain­da dá para vol­tar atrás en­tre 3 de no­vem­bro e 20 de de­zem­bro, pela Re­so­lu­ção CGSN 194/2026. Para a cons­tru­to­ra ou a em­prei­tei­ra que ven­de para em­pre­sa do Pre­su­mi­do ou do Real, op­tar cos­tu­ma pro­te­ger con­tra­tos; para quem aten­de pes­soa fí­si­ca, cos­tu­ma vi­rar cus­to sem re­tor­no. No fun­do, o que de­ci­de a con­ta é a pro­por­ção en­tre os cus­tos que ge­ram cré­di­to e a fo­lha de pa­ga­men­to, que não gera. Como a es­co­lha vale por se­mes­tre e pode ser re­vis­ta, o ca­mi­nho sen­sa­to é sen­tar com o seu con­ta­dor, ro­dar a si­mu­la­ção com os nú­me­ros re­ais da em­pre­sa e ou­vir os prin­ci­pais cli­en­tes an­tes de ba­ter o mar­te­lo. Se qui­ser fa­zer essa con­ta com a gen­te, é só cha­mar no (17) 3203-2536 ou no What­sApp https://wa.me/5517981638967.